Ministro diz que não “atira a toalha ao chão” na negociação dos fundos estruturais

  • Lusa
  • 4 Maio 2019

"Esta negociação ainda não fechou e nem sequer começou relativamente a estes números", disse Nelson Souza.

O ministro do Planeamento, Nelson de Souza, disse esta sexta-feira que Portugal não vai “atirar a toalha ao chão” na negociação dos fundos estruturais, negando que esteja já definida a perda 7% dos apoios nos próximos anos.

“Não deitaremos a toalha ao chão durante as negociações, nem que seja até ao último dia ou a última noite. Havemos de tentar defender os nossos interesses que é tentar obter o máximo de fundos para que os portugueses possam ser servidos com melhores fundos estruturais”, afirmou.

Não deitaremos a toalha ao chão durante as negociações, nem que seja até ao último dia ou a última noite. Havemos de tentar defender os nossos interesses .

Nelson Souza

Ministro do Planeamento

Falando aos jornalistas, em Paços de Ferreira, onde visitou várias empresas e a exposição Capital do Móvel, o governante assinalou que a negociação com Bruxelas ainda nem sequer começou.

Reconhecendo que a proposta inicial da Comissão Europeia, no contexto do quadro financeiro plurianual, aponta, de facto, para uma perda de 7% nos fundos, acentuou que o Governo se manifestou, desde o início, “frontalmente contra essa proposta”.

Esta negociação ainda não fechou e nem sequer começou relativamente a estes números”, reforçou o ministro.

Em relação ao quadro comunitário atualmente em execução, o Portugal 2020, Nelson Souza reafirmou que o país está entre os que apresentam melhores taxas de execução. “Portugal lidera a execução dos fundos estruturais entre os países que maiores pacotes têm de fundos estruturais”, referiu, criticando os que têm defendido o contrário com dados que, segundo o ministro, não correspondem à verdade.

A propósito, convidou os críticos a visitar as empresas do concelho de Paços de Ferreira, que considerou ser um dos que mais se tem destacado em Portugal na aplicação dos fundos estruturais.

“Aquilo que vi foi, de facto, um concelho com uma dinâmica muito grande de investimento, de capacidade e de iniciativa”, referiu, acrescentando: “É uma das cidades com maior capacidade de exportação no setor do mobiliário, mas também noutras atividades, o que ajuda a diversificar o tecido produtivo desta região”.

Nelson Souza lembrou depois que, há poucos anos, o concelho e o resto do país se debatiam com taxas de desemprego elevadas, mas que, atualmente, o problema que se coloca é a insuficiência de mão-de-obra, nomeadamente para as indústrias do concelho de Paços de Ferreira, o que considerou serem “dores de crescimento” para as quais é necessário encontrar soluções.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ministro diz que não “atira a toalha ao chão” na negociação dos fundos estruturais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião