Nesta freguesia da capital o preço das casas disparou 80% num ano. Veja o mapa com os valores por metro quadrado em Lisboa e no Porto

Das 24 freguesias de Lisboa, dez têm preços do metro quadrado acima dos 3.000 euros. Marvila ainda não está neste patamar, mas os preços subiram 80% em apenas um ano.

Lisboa continua a ser a zona mais cara do país para comprar casa, com o valor do metro quadrado a ultrapassar os 3.000 euros, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) publicados esta terça-feira. Dentro do próprio município, foram várias as freguesias que viram os preços superarem esse valor. Marvila aproximou-se, isto depois de os preços dispararem quase 80% em apenas um ano, quase mais do dobro do maior aumento de preço registado no Porto.

Das 24 freguesias de Lisboa, houve dez em que o valor do metro quadrado ultrapassou os 3.000 euros, sendo que em três o valor supera mesmo os 4.000 euros, mostram os dados do INE. Santo António leva para casa o título de freguesia com as casas mais caras (4.568 euros por metro quadrado), à frente de Santa Maria Maior (4.297 euros) e da Misericórdia (4.126 euros). Santa Maria Maior trocou de lugar com a Misericórdia no ranking das mais caras.

Valor do metro quadrado nas freguesias de Lisboa

Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE), 2018

Entre as freguesias que superaram a fasquia dos 3.000 euros estão as de Avenidas Novas, Estrela, Campo de Ourique, Belém, Alvalade e São Vicente, onde o valor de venda passou dos 2.667 euros por metro quadrado em 2017 para os 3.250 euros no ano passado, o equivalente a um aumento de 22%.

Houve freguesias com aumentos de preço mais expressivos, mas nenhum tão elevado como o registado em Marvila. Embora tenha registado um preço mediano inferior ao de Lisboa, viu os preços das casas dispararem 79,8% para os 2.666 euros por metro quadrado, deixando de ser a mais barata da capital. Santa Clara passou a ocupar o último lugar do ranking, com o valor do metro quadrado nos 1.969 euros.

Em sentido contrário, o Parque das Nações observou uma ligeira queda de 0,3% nos preços para os 3.247 euros por metro quadrado, sendo a única freguesia de Lisboa a registar este desempenho negativo.

Campanhã continua a ser a freguesia mais barata do Porto

Mais acima, no município do Porto, o metro quadrado fixou-se nos 1.612 euros, tendo subido 23,3% face a 2017, diz o INE. Aqui, três das sete freguesias apresentaram valores medianos superiores à média do Porto. Destaque para o Bonfim que viu os preços do metro quadrados dispararem 48% para os 1.557 euros, seguido de Ramalde (30% para os 1.536 euros).

Independentemente dessas subidas, as freguesias mais caras foram a União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, cujo valor do metro quadrado subiu 17% para os 2.289 euros, a União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória (25% para os 1.887 euros) e a União das freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos (24% para os 1.868 euros).

Por sua vez, Campanhã continuou a ser a freguesia mais barata para comprar casa, com os preços a subirem 25% para os 1.025 euros.

Valor do metro quadrado nas freguesias do Porto

Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE), 2018

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Nesta freguesia da capital o preço das casas disparou 80% num ano. Veja o mapa com os valores por metro quadrado em Lisboa e no Porto

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião