Professores. Bloco vota contra as cláusulas de salvaguarda da direita

  • ECO
  • 8 Maio 2019

Em entrevista à Rádio Renascença, Catarina Martins diz que não faz sentido dar a possibilidade ao Governo de negociar em baixa uma norma que garante a recuperação integral do tempo de serviço.

A líder do Bloco de Esquerda garantiu esta quarta-feira que o partido vai votar contra todas as propostas que tentem introduzir salvaguardas financeiras na recuperação integral do tempo de serviço dos professores votada na comissão parlamentar de educação. Em entrevista à Rádio Renascença, Catarina Martins diz ainda que o partido não fará parte do Governo a não ser que os portugueses assim o decidam, e que “o Bloco não é flor de lapela de ninguém”.

Não mudou de posição desde 2017, não mudou de posição depois da ameaça do primeiro-ministro e também não o vai fazer agora. É assim que Catarina Martins responde às intenções da direita de tentarem novamente introduzir as cláusulas de salvaguarda, chumbadas na votação da especialidade, que limitam o pagamento do tempo de serviço dos professores às condições económicas.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro ameaçou pedir demissão caso o diploma fosse aprovado na votação final global, que deve acontecer esta sexta-feira, mas o PSD recuou e disse que sem as garantias que não foram aprovadas na votação da especialidade, chumba a proposta.

Em entrevista à Rádio Renascença, a líder do Bloco de Esquerda garantiu que “o Bloco de Esquerda não vai mudar nada do seu voto”. “Nós já votámos contra essas posições e vamos votar contra outra vez”, disse.

Catarina Martins disse ainda que não faz sentido estar a aprovar uma medida que anula a contagem integral do tempo de serviço e que ainda pode ser usada como desculpa no futuro para rever a carreira em baixa.

As mudanças que a direita quer introduzir, diz, dariam ao próximo Governo a possibilidade de negociar em baixa e que isso significaria que Portugal voltaria aos tempos da troika, em que os direitos em Portugal estão dependentes das decisões tomadas em Bruxelas.

A líder do Bloco diz ainda que espera que “todos os partidos sejam coerentes e mantenham o seu voto” na votação final global, que deve acontecer na votação final global do diploma.

Sobre a participação num futuro Governo, Catarina Martins diz que tudo depende dos resultados das eleições, mas deixa um aviso ao PS: “o Bloco não é flor de lapela de ninguém”.

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