Miguel Maya: “Não antecipo consequências” das mudanças de liderança da Sonangol

A exoneração da administração do segundo maior acionista do BCP não é uma preocupação para Miguel Maya. CEO lembrou que o presidente João Lourenço tem reiterado interesse de manter a posição.

A mudança na presidência da petrolífera angolana Sonangol, segundo maior acionista do BCP, não preocupa o CEO do banco. Na apresentação de resultados, na tarde desta quinta-feira, Miguel Maya afirmou que a relação entre as duas empresas é próxima e lembrou que o presidente de Angola, João Lourenço, tenciona manter a posição.

“A liderança da Sonangol compete ao acionista. Temos uma relação institucional muito boa”, afirmou Miguel Maya sobre a decisão de João Lourenço, tornada pública esta quarta-feira, de exonerar todos os membros do Conselho de Administração da Sonangol.

No grupo de exonerados está o presidente executivo, Carlos Saturnino, numa decisão que se seguiu à crise de combustíveis que se vive em Angola. Num outro decreto, o chefe de Estado angolano nomeou um novo board presidido por Sebastião Gaspar Martins.

“As palavras do presidente [de Angola] João Lourenço foram muito claras. Não antecipo nenhuma consequência desta alteração”, acrescentou o CEO do banco, recordando a entrevista do presidente angolano, em março, à RTP. Na altura, João Lourenço afirmou sobre a participação da Sonangol no BCP (19,49% do capital do banco) será “em princípio” para manter. Em dezembro, tinha dito igualmente que o BCP é “um investimento estratégico”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Miguel Maya: “Não antecipo consequências” das mudanças de liderança da Sonangol

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião