Pré-aviso de greve dos motoristas de matérias perigosas mantém-se até acordo com a ANTRAM ser aceite e assinado

  • Lusa
  • 10 Maio 2019

Acordo vai ser apresentado aos associados durante o fim de semana. No início da semana deverá haver uma conclusão para conseguir passar a escrito e assinar um acordo.

Os motoristas de matérias perigosas mantêm o pré-aviso de greve até que seja aceite pelos associados e escrito o acordo a que chegaram na madrugada de hoje com a Associação Nacional de Transportes Públicos de Mercadorias (ANTRAM).

Em declarações à Lusa, Pedro Pardal Henriques, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), disse que o pré-aviso de greve se mantém “até que haja uma resposta definitiva por parte dos associados da ANTRAM e dos nossos associados”.

“Caso haja uma resposta positiva em relação ao que está em cima da mesa, terá de ser passado a escrito e assinado por ambas as partes. Só aí será desconvocada a greve”, acrescentou.

O responsável recusou avançar com valores a que o sindicato chegou no acordo com a ANTRAM, alegando compromisso de sigilo até anunciar aos associados, mas considerou que em cima da mesa está “uma vitória justa destes trabalhadores, como nunca tinha acontecido em Portugal”.

O acordo vai ser apresentado aos associados durante o fim de semana e o responsável disse esperar no início da semana conseguir chegar a uma conclusão e conseguir passar a escrito e assinar um acordo que, pela proposta em cima da mesa, representa “um reconhecimento efetivo do que é ser motorista de matérias perigosas em Portugal”.

A ANTRAM e o SNMMP chegaram na madrugada de hoje a um acordo de princípio, depois de na quinta-feira o sindicato ter entregado o pré-aviso de greve, prevista começar em 23 de maio, por tempo indeterminado.

O anúncio da nova greve surgiu um dia depois de a ANTRAM ter revelado que a associação patronal e o sindicato tinham acordado um pacto de paz social pelo prazo de 30 dias.

O caderno reivindicativo dos motoristas inclui, além de uma remuneração base de 1.200 euros, um subsídio de 240 euros e a redução da idade de reforma.

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