Marcelo quebra o silêncio. “Tudo o que dissesse limitava decisão entre promulgar ou vetar a lei” dos professores

O Presidente da República explica o silêncio durante a crise política, motivada pela contagem integral do tempo de serviço dos professores, com a necessidade de manter liberdade na decisão sobre lei.

Durante a crise política, o Presidente da República desapareceu. Agora, vem a público explicar que a decisão de se ter mantido afastado justificou-se com a necessidade de ter espaço para decidir sobre a lei que prevê a recuperação do tempo de serviço dos professores que esteve congelado. “Tudo o que eu dissesse naquele período limitava decisão entre promulgar ou vetar a lei“, diz Marcelo Rebelo de Sousa.

Quebrar o silêncio na altura “acabava por limitar o espaço de liberdade, se houvesse uma crise a resolver”, acrescentou em declarações transmitidas pelas televisões. Marcelo Rebelo de Sousa indica também que teve como intenção não interferir no tema, em período de campanha eleitoral. Tendo em conta este contexto, o Presidente não convocou nem recebeu nenhum líder partidário durante aquela altura.

Para Marcelo, “o presidente intervém para prevenir crises” e, neste caso, “deparou-se com uma realidade nova à chegada da China”, relembra. Quando partiu para esta visita de Estado, “não tinha dados nenhuns que apontassem para a necessidade de intervir preventivamente”, reitera.

O CDS e o PSD, em conjunto com o PCP e o Bloco, aprovaram, em comissão, a contagem integral do tempo de serviço dos professores. Depois da aprovação da proposta na especialidade, António Costa avisou que o Governo se iria demitir caso o documento fosse aprovado na votação final global. Mas os partidos de direita mudaram o sentido de voto e juntaram-se ao PS para chumbar a medida, pondo fim à crise política.

No que diz respeito ao diploma relativo aos descongelamento das outras carreiras especiais da administração pública, Marcelo adianta que ainda não tomou “nenhuma decisão”. O Presidente confirma que já tem o diploma, mas reforça que o prazo para decidir se promulga ou não termina “logo a seguir às eleições” Europeias, a 26 de maio.

(Notícia atualizada às 17h30)

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Marcelo quebra o silêncio. “Tudo o que dissesse limitava decisão entre promulgar ou vetar a lei” dos professores

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião