David Justino acusa Berardo de ser “vampiro” e “caloteiro assumido”

  • ECO
  • 15 Maio 2019

O político considera que foi um "ataque às instituições políticas", juntando-se ao coro de críticas ao empresário madeirense. Mas o social-democrata não vê culpas apenas em Berardo.

O social-democrata David Justino considera que o comportamento de Joe Berardo no Parlamento é um retrato “de uma certa classe de empresários que são autênticos vampiros”. No programa Almoços Grátis, da TSF (acesso livre), o ex-ministro da Educação e vice-presidente do PSD, sublinhou que a classe floresceu durante o Governo de José Sócrates.

Justino condenou a atitude de Berardo, que diz que “viola tudo”, na passada sexta-feira na comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. A audição do empresário, que no final de 2015 tinha uma dívida de 320 milhões à Caixa, teve vários momentos insólitos, incluindo a revelação de que a Associação Berardo, dona das 861 obras de arte que estão em exposição no Centro Cultural de Belém, terá feito um aumento de capital à revelia da banca que agora vai ter mais dificuldades em penhorar a coleção que foi dada como garantia.

O político considera que foi um “ataque às instituições políticas”, juntando-se ao coro de críticas ao empresário madeirense. É um caloteiro assumido, assume que não paga”, mas “blindou-se recorrendo aos melhores advogados de forma a não ser atingido”, acusou, em declarações à TSF.

Mas o social-democrata não vê culpas apenas em Berardo. “Tanto é ladrão aquele que rouba as uvas, como aquele que fica à porta da vinha”, disse. “Este tipo de ditos empresários — especuladores, para não lhes chamar algo mais grave — teve acolhimento político com uma época que coincidiu com o Governo de José Sócrates“.

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