“Não pedi comendas a ninguém. Se as quiserem levar, levem. Até é um descanso”, diz Berardo

  • ECO
  • 18 Maio 2019

O comportamento do empresário no Parlamento levou o Conselho das Ordens Nacionais a abrir um processo de avaliação sobre a possível retirada das condecorações.

Joe Berardo não se importa se o Conselho das Ordens Nacionais decidir retirar-lhe as comendas. Em declarações ao Sol (link indisponível), disse que, pelo contrário, seria até um “descanso”. O madeirense justifica a posição dizendo que não pediu nada a ninguém.

“Eu não pedi nenhuma condecoração. Eu não tenho só essas, eu tenho nove”, afirmou o empresário madeirense ao semanário. “Não pedi nada disso a ninguém, nem tive influência. Deram-me por serviços à comunidade. Se eles quiserem levar, levem… olhe, até é um descanso“.

O comendador reagiu assim à decisão tomada esta sexta-feira pelo Conselho das Ordens Nacionais de abrir um processo para avaliar se Joe Berardo continua a ser merecedor dos títulos honoríficos atribuídos por António Ramalho Eanes, em 1985, e Jorge Sampaio, em 2004.

O processo de avaliação surge após a audição do empresário na comissão de inquérito à recapitalização do banco público e responde ao pedido dos deputados da comissão, que tornaram oficial o coro de críticas contra a postura do empresário perante os deputados.

No comunicado divulgado no site da Presidência, os membros do Conselho explicaram que a decisão teve em conta a posição “daquele Órgão de Soberania”, tendo por isso emitido “parecer favorável à instauração de processo disciplinar (…) a José Manuel Rodrigues Berardo, Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.”

O conselho, que tem Manuela Ferreira Leite como chanceler, decide assim acionar o artigo 55.º da Lei das Ordens Honoríficas Portuguesas, que estipula que deve ser aberto processo disciplinar quando houver conhecimento da violação dos deveres de “defender e prestigiar Portugal em todas as circunstâncias” e “de não prejudicar, de modo algum, os interesses de Portugal”.

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