“Não podemos tolerar os fumos constantes de corrupção”, diz Paulo Rangel

  • Lusa
  • 18 Maio 2019

Paulo Rangel defende que a corrupção, que custa cerca de um bilião de euros em perda de receitas à UE, "tem posto em causa o próprio prestígio, a idoneidade da classe política".

O cabeça de lista do PSD às europeias considerou esta sexta-feira intolerável a ideia de que o país “esteve por mais do que uma vez entregue à corrupção”, e acusou Costa de admitir cortes nos fundos europeus “por oportunismo eleitoral”.

Numa intervenção num jantar-comício na Guarda, Paulo Rangel chamou a atenção para uma prioridade dos sociais-democratas, o combate à evasão fiscal e à corrupção, dizendo que há estimativas que apontam que a perda de receitas a nível comunitário com estas práticas “ronda um bilião de euros, sete orçamentos anuais da União Europeia”.

“Não podemos tolerar os fumos constantes de corrupção. Não podemos tolerar o que esta semana vimos em revistas e jornais: a ideia de que este país, tal como muitos países na União Europeia, esteve por mais do que uma vez entregue à corrupção, de que há esquemas – uns muito complicados e outros relativamente menores – de tentar retirar recursos públicos para enriquecimentos privados ilícitos e inaceitáveis”, acrescentou.

Para o candidato, é a corrupção que “tem posto em causa o próprio prestígio, a idoneidade da classe política”.

“Temos de pôr travão à corrupção para reabilitar a política e a classe política”, defendeu.

No que diz respeito aos fundos, Rangel aproveitou as declarações do secretário-geral do PS, António Costa, afirmou em Coimbra que se baterá “até ao último dia” para melhorar a proposta de fundos comunitários para Portugal, frisando que enquanto tudo não estiver acordado, nada estará acordado nas negociações com Bruxelas.

“Hoje mesmo, o primeiro-ministro António Costa (…) veio desmentir e desautorizar o candidato ao lado do qual figura nos cartazes, Pedro Marques: veio reconhecer em Coimbra que nos fundos de coesão há cortes e até prometeu lutar contra esses cortes. Há cortes ou não há cortes? O PS tem de se decidir”, afirmou Paulo Rangel.

Para o eurodeputado do PSD, “isto é oportunismo eleitoral” e “um atestado de menoridade passado ao seu candidato”, acusando Pedro Marques de ter feito “toda a sua campanha” acusando os sociais-democratas de “falsidades” a propósito dos fundos europeus quando diziam que haveria cortes na ordem dos 7%.

Como habitualmente, Rangel terminou a sua intervenção com um apelo ao voto no PSD contra “as habilidades” de António Costa.

“Nós queremos um país governado com serenidade e que não faz golpes de teatro nem jogadas oportunistas, em que se troca o que se disse durante meses para ver se se conquista mais uns votos”, afirmou.

Antes, numa intervenção mais longa do que a do candidato, o líder da distrital da Guarda do PSD e candidato em quinto lugar na lista europeia, Álvaro Amaro, alertou que a campanha vai entrar na última semana.

“Muita coisa pode mudar, e eu acho que muita coisa vai mudar”, afirmou, prometendo que a Guarda será “o seu farol” no Parlamento Europeu.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Não podemos tolerar os fumos constantes de corrupção”, diz Paulo Rangel

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião