Costa acusa Paulo Rangel de ter pedido a Bruxelas para “pôr Portugal na ordem”

  • Lusa
  • 19 Maio 2019

O secretário-geral do PS acusou o cabeça de lista europeu do PSD de ter pedido à Comissão para "pôr Portugal na ordem", tentando impedir a mudança política iniciada no final de 2015.

O secretário-geral do PS acusou este sábado à noite o cabeça de lista europeu do PSD de ter pedido à Comissão para “pôr Portugal na ordem”, tentando impedir a mudança política iniciada no final de 2015. António Costa fez esta referência a Paulo Rangel no discurso que encerrou o comício dos socialistas em Guimarães, no auditório do Centro Cultural Vila Flor – um comício que, após um fim de tarde de futebol, esteve longe de encher.

Numa intervenção em que procurou salientar diferenças entre PS e PSD, o líder dos socialistas referiu-se a um debate no Parlamento Europeu entre os eurodeputados Paulo Rangel e Elisa Ferreira, atual vice-presidente do Banco de Portugal e que então fazia parte do grupo socialista.

Temos dito muitas vezes que o candidato do PSD e do CDS a presidente da Comissão Europeia [Manfred Weber] tentou aplicar sanções com a força máxima contra Portugal, mas não foi só ele que quis impedir a mudança. Convém não esquecer que o cabeça de lista do PSD, num debate, no Parlamento Europeu, com a nossa deputada Elisa Ferreira, pediu à Comissão que viesse a Portugal impedir a mudança”, referiu António Costa.

Segundo António Costa, Paulo Rangel disse então que, com essa mudança política, o país “não seria capaz de cumprir os acordos europeus”. “Pediu à Comissão Europeia para nos vir cá pôr na ordem. Foi isso que Paulo Rangel defendeu no Parlamento Europeu, contra Portugal e contra os portugueses“, acentuou o secretário-geral do PS.

No seu discurso, António Costa voltou a alertar o eleitorado socialista contra os riscos da abstenção, alegando que essa atitude é “entregar a outros o poder democrático de escolher”, mas também se manifestou confiante na vitória do PS nas eleições europeias de 26 de maio.

“Sabemos bem que as campanhas europeias são sempre difíceis, porque tradicionalmente têm elevados níveis de abstenção. São, sobretudo, difíceis para os partidos que estão no Governo – só por duas vezes, até agora, ganharam as eleições europeias. Pois, no dia 26, pela terceira vez, o partido que está no Governo vai ganhar umas eleições europeias”, declarou.

António Costa manifestou-se satisfeito com a mobilização do seu partido, exclamando: “Que grande campanha tu, Pedro [Marques], tens vindo a fazer na rua, nas empresas, nos debates e em todo o sítio”. Neste contexto, elogiou ainda a lista de candidatos do PS e manifestou-se convicto que a ‘número dez’, a professora universitária Isabel Estrada Carvalhais, estará no Parlamento Europeu na próxima legislatura.

Deixou ainda um recado a quem o criticou por estar muito presente ao lado do cabeça de lista socialista, Pedro Marques. “Nem sempre posso estar presente todos os dias e a toda a hora na campanha do PS. Mas, obviamente, como secretário-geral do PS, era o que faltava se não estivesse preocupado, empenhado e sempre presente na campanha”, acrescentou.

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