Tecnológicas pesam em Wall Street. Apple cai mais de 3%

O setor tecnológico não resistiu aos receios do impacto das restrições impostas à Huawei. O índice Nasdaq caiu mais de 1%, com cotadas como a Apple a pesar no desempenho.

Wall Street encerrou a primeira sessão da semana em queda, prolongando as perdas sentidas nas últimas sessões. As medidas aplicadas contra a Huawei pressionaram o setor tecnológico, agravando os receios relativamente às tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter colocado a Huawei na lista negra das exportações, o que exige às empresas do país que obtenham licença para vender tecnologia crítica à tecnológica, a norte-americana Google cortou relações com a fabricante chinesa. A Google vai assim deixar de fornecer hardware, software e outros serviços técnicos à Huawei.

Outras empresas norte-americanas que têm laços com a Huawei também seguiram os passos da Google, nomeadamente fabricantes de processadores. As preocupações com o impacto deste corte penalizaram as empresas do setor, com o índice tecnológico Nasdaq a encerrar a sessão com uma queda de 1,46% para os 7.702,38 pontos.

A Apple foi das mais castigadas no setor, pressionada também pelo aviso do HSBC de que subir os preços dos produtos da empresa, devido aos mais recentes aumentos nas tarifas, poderia ter “consequências terríveis” na procura. Os títulos da fabricante do iPhone caíram 3,13% para os 183,09 dólares.

A Alphabet, dona da Google, também não ficou imune e recuou 2,06% para os 1.144,66 dólares. Alguns dos fornecedores da Huawei registaram perdas superiores a 5%, nomeadamente a Qualcomm, que derrapou 5,99% para os 76,62 dólares, e a Broadcom, que afundou 5,97% para os 272,59 dólares.

O S&P 500 foi também penalizado pelas preocupações com a guerra comercial. O índice alargado recuou 0,68% para os 2.840,09 pontos. O industrial Dow Jones acompanhou a tendência, e desvalorizou 0,33% para 25.679,76 pontos nesta sessão.

Nas perdas, destaque ainda para a Tesla, que recuou 2,69% para os 205,36 dólares nesta sessão. No final da semana passada, Elon Musk lançou o aviso de que a liquidez da Tesla só dá para 10 meses, e pediu novos sacrifícios à comunidade laboral.

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