Governo e empresas tomam medidas para preparar aeroporto de Lisboa para o verão. Veja quais

Governo, ANA, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, reguladores, TAP e easyJet reuniram para procurar medidas que tornem o verão no aeroporto de Lisboa menos penoso para passageiros e trabalhadores.

Com o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, já a operar a um ritmo bem mais elevado do que aquele que devia aguentar, empresas, reguladores e forças de segurança reuniram esta semana para tentar discutir medidas que permitam mitigar os impactos da total saturação desta infraestrutura no verão deste ano e procurar uma maior coordenação na gestão do espaço. A reunião aconteceu a pedido do secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Moura.

Semanas depois de um levantamento da AirHelp ter declarado o aeroporto de Lisboa como o pior entre 132 aeroportos mundiais considerados, o governante chamou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), os reguladores Autoridade Nacional de Aviação Civil, a NAV – Portugal, as companhias aéreas TAP e a easyJet, mas também as operadoras de handling Groundforce e Portway para debater “medidas mitigadoras” que tornem viajar de/para Lisboa num exercício menos mau para todos os envolvidos, revelou o Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH) em comunicado.

Segundo a nota do ministério, o secretário de Estado recolheu as medidas que todas estas entidades estão a tomar desde o verão de 2018 para “minorar os efeitos do congestionamento no aeroporto Humberto Delgado nos meses de maior procura”. A tutela recorda que “no ano passado, altura em que este grupo reuniu pela primeira vez, foi já possível reduzir atrasos no aeroporto durante agosto e setembro”. Mas são precisas mais medidas, admite o ministério.

“Gerir o verão de 2019 prevê-se um desafio ainda maior, já que de novo se prevê um aumento do tráfego aéreo e de passageiros em relação aos números do ano anterior”, aponta ainda a tutela, que sublinha ser “absolutamente essencial” uma maior coordenação de todas as entidades que intervêm na gestão do Humberto Delgado, pois este ano este aeroporto, com a mesma infraestrutura, terá de enfrentar um “aumento do tráfego e de passageiros”.

Ainda assim, entidades representativas de passageiros ou de trabalhadores do aeroporto, além de outras empresas com um peso crescente em Lisboa — a Ryanair, por exemplo, foi a segunda maior companhia em Lisboa em 2018, tanto em movimentos como em passageiros, tendo uma empresa de handling própria –, não marcaram presença no encontro.

Reforçar SEF e handling, aumentar escorregas de bagagens

Do apanhado feito pelo MIH sobre as medidas apresentadas na reunião entre o governo e alguns dos players que operam no aeroporto Humberto Delgado, o executivo enumerou as medidas em curso e que, assegurou, vão permitir uma maior otimização operacional:

  • Foram reforçados os meios, em particular por parte do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (com mais 22 agentes já ao serviço e mais 68 a partir de 1 de Junho), GroundForce e Portway (recolha de bagagens), mas também pela contratação de mais 200 pilotos pela TAP;
  • Lançamento a 16 de abril de 2019 de um sistema automático de comunicação entre as várias entidades que operam no aeroporto Humberto Delgado, bem como com o gestor europeu Eurocontrol;
  • Ferramentas automáticas para otimização de procedimentos operacionais de navegação aérea;
  • Reforço e modernização da frota de aeronaves, o que permite ter mais equipamentos de reserva;
  • Investimento na instalação de escorregas de bagagens junto às portas de embarque;
  • Aumento da capacidade das portas de embarque;
  • Informação em tempo real dos tempos de espera dos voos;
  • Melhoria do serviço de controlo de fronteiras, nomeadamente com mais controlo automático de passageiros;

Além das medidas já em curso, e da própria reunião tida ao longo de esta semana, do encontro entre todas as entidades saiu igualmente a decisão de “a partir de agora”, se realizarem “reuniões periódicas de monitorização da atividade portuária”, reuniões a serem coordenadas por Alberto Souto de Miranda.

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