Parceria entre a EDP e Engie vai dar dimensão e mais alcance às duas empresas, diz a Moody’s

A agência de rating considera que o negócio é positivo para as duas empresas, salientando que a joint-venture pode dar maior dimensão e alcance num mercado sustentável e que está a crescer rápido.

A Moody’s considera que a criação de uma joint-venture entre a EDP Renováveis e a francesa Engie para a energia eólica offshore, anunciada esta terça-feira, vai permitir às duas empresas ter maior dimensão e alcance num mercado que está a crescer rapidamente.

As duas empresas fecharam um acordo para que ambas tenham o controlo partilhado da nova joint-venture, com Spyridon Martinis da EDP a assumir a presidência executiva desta nova empresa e Paulo Almirante, da francesa Engie, como novo chairman. A joint-venture vai ter sede em Madrid e a liderança será escolhida de forma rotativa por períodos de três anos.

Segundo a agência de rating, este negócio será positivo para as duas empresas porque permite-lhes combinar os seus projetos de pipeline e as estruturas de energia eólica offshore.

“Ao combinar os seus ativos e o seu conhecimento, os grupos podem alcançar maior dimensão e alcance no mercado em forte crescimento da energia eólica offshore, disse o vice-presidente sénior da Moody’s Niel Bisset.

O memorando que cria a nova empresa foi assinado em Londres pelo CEO da EDP, António Mexia, e pela CEO da ENGIE, Isabelle Kocher, que explicou que o objetivo da joint-venture “é criar um líder mundial no mercado eólico offshore”.

As duas empresas, que deterão partes iguais desta joint-venture, querem têm como alvo prioritário mercados na Europa, nos Estados Unidos e algumas regiões da Ásia, nomeadamente em países como o Japão e a Coreia do Sul.

Será “autofinanciada e os projetos que desenvolver irão respeitar os critérios de investimento de ambas as empresas”, revelou ainda a empresa liderada por António Mexia, que detém 82,5% da subsidiária EDP Renováveis.

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