Não tem nome, mas quer ser líder no eólico offshore. Que empresa é esta criada pela EDP e a Engie?

Ainda não tem nome, mas já tem ambição. A joint-venture criada pela portuguesa EDP com a francesa Engie nasce com nove projetos, quer duplicar a atividade e crescer em novos mercados.

A EDP lançou uma joint-venture com a energética francesa Engie, que para o setor do eólico offshore. Ainda está a dar os primeiros passos e nem nome tem — “é como os bebés”, justificou António Mexia sobre a escolha ainda estar em aberto –, mas já tem grandes ambições: quer ser líder mundial.

Mas, afinal, o que nova entidade é esta?

  • Nova empresa quer arrancar ainda este ano

A nova empresa está ainda a dar os primeiros passos. “A execução do projeto está sujeita aos respetivos processos de aprovação social, corporativo, legal, regulatório e contratual”, dizem a EDP e a Engie. Mas o objetivo é que a joint-venture esteja operacional até ao final de 2019“, acrescentam.

  • Atividade em alto-mar

“A nova entidade será o veículo exclusivo de investimento da EDP, através da sua subsidiária EDP Renováveis, e da Engie para oportunidades eólicas offshore em todo o mundo”, explicou a empresa ao mercado. A atividade desta joint-venture irá assim focar-se apenas na geração de eletricidade a partir de parques eólicos em alto-mar.

  • Muitos projetos de olho na liderança

À data do nascimento, “passará a ser um dos cinco maiores operadores a nível global na área” e o objetivo é ser “líder mundial”. A posição atual deve-se ao facto de nove projetos e ativos das duas empresas passarem para a joint-venture. A maior parte, cinco dos ativos distribuídos entre Reino Unido, França e Portugal, já são partilhados pela EDP Renováveis e pela Engie. A portuguesa contribui ainda com três projetos exclusivos (nos EUA e no Canadá), enquanto a francesa põe ainda um outro (na Bélgica).

Fonte: EDP

  • Quer duplicar a capacidade…

A joint-venture quer crescer tanto em capacidade como em geografia. A nova entidade pretende ser um dos cinco maiores operadores de offshore a nível global nesta área da energia renovável, defendem as empresas que têm como objetivo atingir entre cinco e sete gigawatts (GW) de projetos em operação ou construção (face aos atuais 1,5 GW) e entre cinco e dez GW em desenvolvimento avançado (dos atuais quatro GW) até 2025.

  • …e chegar a novos mercados

“Os mercados atuais da EDP e a Engie mostram forte potencial para o offshore e há outros mercados promissores identificados”, nota a elétrica. Além da criação de novos projetos, a joint-venture — que opera no Reino Unido, EUA, França, Bélgica, Canadá e Portugal — quer entrar em novas geografias. A Holanda, a Coreia do Sul, o Japão, a Índia e a Irlanda são os mercados identificados como atrativos.

Fonte: EDP

  • Liderança partilhada

Neste projeto, tanto a Engie como a EDP vão partilhar o controlo em partes iguais. Quanto à liderança, será escolhida de forma rotativa por períodos de três anos, sendo que a portuguesa começou por escolher o CEO e a francesa o chairman e o COO. Os nomes dos líderes são: Spyridon Martinis (atualmente membro do board da EDP) para CEO, Paulo Almirante (atual COO da Engie) para chairman e Greg Gorski para COO.

(A jornalista viajou para Londres a convite da EDP)

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