Fiat Chrysler irá propor nos próximos dias fusão à Renault

  • Lusa
  • 26 Maio 2019

Fusão entre a Fiat e a Renault implicaria vendas combinadas de 8,72 milhões de veículos, superando os 8,38 milhões da General Motors.

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) irá propor, nos próximos dias, ao grupo francês Renault a fusão das duas empresas, avança este domingo o jornal japonês “Nikkei”. A proposta de iniciar negociações com vistas à fusão será apresentada “dentro de alguns dias”, disseram várias fontes anónimas da FCA ao jornal.

A notícia do “Nikkei” foi divulgada horas depois de o jornal “The Financial Times” ter noticiado que a FCA e a Renault estão a negociar o fortalecimento dos seus laços com uma possível aliança, em conversas que estão “a avançar”.

Segundo o jornal britânico, a Fiat poderia expandir os seus atuais laços com a Renault e, no futuro, unir-se à aliança que a empresa francesa tem com a japonesa Nissan Motor e a Mitsubishi.

Já o jornal japonês, numa notícia datada de Frankfurt, garante que, para chegar a essa fusão, a FCA pretende manter na mesma situação a aliança que a Renault tem com a Nissan Motor e a Mitsubishi.

Essa aliança foi moldada em 1999 e um de seus arquitetos foi Carlos Ghosn, ex-presidente da Renault, Nissan e Mitsubishi, agora processado pela justiça do Japão por alegadas irregularidades financeiras.

A Renault expressou anteriormente o seu desejo de alcançar uma fusão com a Nissan Motor, mas o novo presidente da empresa, Jean-Dominique Senard, que substituiu Ghosn à frente da empresa francesa, acredita que a ideia não é uma prioridade.

A Nissan Motor, que controla a Mitsubishi, não é favorável a uma fusão com a Renault.

Em 14 de maio, o presidente executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, argumentou que uma possível fusão poderia “minar a força da Nissan”.

A Renault, cujo maior acionista é o Estado francês, com 15,1% do capital, possui 43,4% das ações da Nissan Motor. A empresa japonesa tem, por sua vez, 15% do capital francês.

Segundo o “Nikkei”, uma fusão entre a Fiat e a Renault implicaria vendas combinadas de 8,72 milhões de veículos, superando os 8,38 milhões da General Motors, que no ano passado ficou em quarto lugar no ranking mundial.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fiat Chrysler irá propor nos próximos dias fusão à Renault

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião