Moscovici pede mudança na liderança da Comissão Europeia e defende ‘eurogeringonça’

O comissário europeu dos Assuntos Económicos diz que já chega de liderança do centro direita na Comissão Europeia e que chegou o tempo de uma Comissão "mais aberta e mais progressista".

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, defendeu este domingo uma mudança na liderança da Comissão Europeia. O francês, que é socialista e faz parte da Comissão liderada por Jean-Claude Juncker (eleito pelo centro-direita), diz que “15 anos [de liderança do centro-direita na Comissão Europeia] é suficiente” e que está na altura de novas forças políticas — como os socialistas, os liberais e os Verdes — formarem uma Comissão mais aberta e mais progressista.

Pierre Moscovici tem sido um dos grandes defensores do Governo de António Costa em Bruxelas e foi um dos comissários que defendeu a eleição de Mário Centeno para o Eurogrupo, por ser da família política dos socialistas.

Agora, numa entrevista à rádio pública francesa, o comissário que detém uma das pastas mais importantes diz que 15 anos é mais do que suficiente para o PPE liderar o cargo mais importante em Bruxelas.

“O presidente da Comissão é um conservador há 15 anos, é há 15 anos do PPE. (…) 15 anos é suficiente para mim”, disse.

Pierre Moscovici, um dos comissários que não deve fazer parte da próxima Comissão, diz que a nova relação de forças no Parlamento Europeu demonstra que é necessário uma mudança também na liderança do executivo europeu, que traga uma comissão “mais aberta e mais progressista”.

O socialista coloca-se assim do lado das forças liberais e socialistas que estão a tentar negociar uma espécie de ‘eurogeringonça’. António Costa e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchéz são quem está a negociar pelos socialistas com os liberais Mark Rutte, da Holanda, e Charles Michel, da Bélgica, com o presidente francês Emmanuel Macron, cujo partido se juntou aos liberais, a ser a principal força no Conselho Europeu a promover uma mudança.

O PPE, família política que engloba os partidos de centro-direita no Parlamento Europeu, voltou a ser o partido mais votado mas perdeu força, tal como os socialistas. As famílias políticas que ganharam com a queda do centro foram os liberais e os Verdes, que se tornaram na terceira e quarta forças políticas no Parlamento Europeu, respetivamente.

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