Um em cada cinco bancos já permite fazer créditos online

O crédito pessoal e os cartões de crédito são aqueles em que a disponibilização através dos canais digitais é mais frequente. O crédito automóvel é uma das áreas em que os bancos querem mais apostar.

A utilização da banca digital é cada vez mais frequente em Portugal e uma aposta crescente dos bancos. Uma das áreas que vem a ganhar relevância é a possibilidade de fazer um crédito exclusivamente através de meios digitais. Tal já é possível em 19% das instituições financeiras, revela o segundo inquérito às instituições financeira sobre a comercialização de produtos e serviços bancários nos canais digitais, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco de Portugal. O crédito pessoal e os cartões de crédito são as principais apostas. Cerca de 40% dos bancos antecipa reforçar a aposta no crédito automóvel online.

“Em Portugal, os clientes bancários já podem contratar produtos de crédito aos consumidores inteiramente através de canais digitais. No final de 2018, cerca de 19% das instituições ofereciam essa possibilidade no canal online“, diz o Banco de Portugal que acrescenta ainda que “apenas uma instituição o permitia via app”.

Neste segundo inquérito — o primeiro foi realizado em 2016 –, as respostas de 38 instituições participantes mostram que o crédito pessoal e o cartão de crédito são os produtos de crédito aos consumidores mais frequentes no canal online, “disponibilizados por, respetivamente, 56% e 47% das instituições“, revela a entidade liderada por Carlos Costa.

O número de bancos e de instituições de crédito especializadas que comercializam este tipo de produtos através da internet é semelhante. Já as linhas de crédito são disponibilizadas por 19% das instituições no canal online.

Neste campo, as conclusões do inquérito antecipam que haja um acentuado crescimento da oferta de crédito para compra de carro através do online. “No futuro, prevê-se um crescimento significativo da oferta de crédito automóvel neste canal, com 38% das instituições a manifestarem a intenção de disponibilizar este tipo de produto”, diz o banco central. Atualmente, 9% dos bancos comercializam este tipo de crédito online.

Essa aposta dos bancos na utilização de crédito através dos canais digitais acontece num contexto de forte crescimento tanto da oferta digital dos bancos como da adesão dos clientes.

No final de 2018, cerca de 87% das instituições financeiras – incluindo todos os bancos – comercializavam online produtos ou serviços bancários para clientes particulares. “Cerca de 68% das instituições – e 85% dos bancos – comercializavam produtos e serviços bancários através de aplicações móveis (apps) aos seus clientes particulares”, diz o Banco de Portugal, sendo que a “disponibilização de canais digitais pelas instituições em 2018 era superior à de 2016”, com as apps a registarem o “aumento mais significativo”.

Do ponto de vista dos clientes, o inquérito permitiu concluir que “na maioria das instituições financeiras (58%), mais de metade dos clientes particulares já tinha aderido ao canal online“, enquanto a “adesão às apps era menos expressiva: apenas 35% das instituições indicaram taxas de adesão dos particulares superiores a 50% neste canal”.

Apesar da expressiva adesão ao canal online, a informação disponibilizada pelas instituições financeiras apontou para uma utilização muito inferior. “Só 27% das instituições financeiras referiram que mais de metade dos clientes particulares utilizou efetivamente este canal nos três meses anteriores. No caso das apps, apenas 19% das instituições comunicaram taxas de utilização superiores a 50%”, nota o Banco de Portugal.

A questão da segurança é um dos principais fatores que poderá ajudar a explicar uma taxa de utilização relativamente conservadora.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Um em cada cinco bancos já permite fazer créditos online

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião