Inquérito à Caixa prolongado por mais 40 dias

Os deputados da II comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e aos atos de gestão aprovaram o prolongamento dos trabalhos por mais 40 dias.

Os deputados da II comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e aos atos de gestão aprovaram esta quinta-feira o prolongamento dos trabalhos por mais 40 dias. Com esta decisão, ganham mais tempo até à aprovação do relatório final previsto para 19 de julho.

O prazo da comissão de inquérito ao banco público terminava no dia 14 de junho. Agora, com esta prorrogação da duração por mais 40 dias, os trabalhos só terminarão na semana de 22 de julho.

De resto, já estavam previstas (não oficialmente) audições para lá da data limite anteriormente estabelecida, mas só agora os deputados da comissão de inquérito da Caixa determinaram alargar o prazo. A 17 de junho, os deputados vão inquirir novamente José Cabral dos Santos. No dia seguinte, dia 18, será a vez de Faria de Oliveira (ouvido novamente) e de Teixeira dos Santos irem ao Parlamento responderem perante a comissão. Não há mais audições previstas neste momento.

Com este prolongamento, a comissão de inquérito poderá trabalhar com o objetivo de aprovar o relatório final no último plenário desta legislatura, que acontecerá a 19 de julho. João Almeida, deputado do CDS-PP, será o relator do documento.

A II comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da CGD foi aprovada no Parlamento em 15 de fevereiro.

Transcrição de audição enviada a Berardo

Além da aprovação do prolongamento do prazo dos trabalhos da comissão, os deputados tomaram ainda conhecimento do envio da transcrição da audição de 10 de maio ao empresário Joe Berardo. Isto depois de o comendador ter pedido acesso à transcrição e à gravação vídeo da sua audição no parlamento, com vista a avançar com um processo judicial contra os deputados presentes.

De acordo com a Lusa, citando fonte da comissão de inquérito à recapitalização e gestão do banco, os deputados já foram notificados oficialmente do pedido, feito através da sociedade de advogados Saragoça da Matta & Silveiro de Barros.

(Notícia atualizada às 17h45)

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