“Não fazia sentido Caixa investir na La Seda”, diz Jorge Tomé

CaixaBI defendeu junto do banco que não fazia sentido investir na La Seda com o propósito de influenciar a decisão da empresa de trazer uma fábrica para Portugal.

Jorge Tomé disse esta sexta-feira que o CaixaBI defendeu junto da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que “não fazia nenhum sentido” que o banco “fosse fazer um investimento em Espanha para tornar possível que a empresa espanhola decidisse trazer projeto para Portugal”.

“Independentemente do valor da La Seda, ou do valor de o projeto vir para Sines, dissemos duas coisas: que não era uma decisão para ser tomada pelo CaixaBI e que não me parecia razoável que a Caixa fosse fazer um investimento de capital numa empresa fora de Portugal para, eventualmente, trazer um projeto para Sines“, disse o antigo responsável do banco público no Parlamento.

“Não fazia sentido, na nossa opinião. Mas essa não era uma decisão que o CaixaBI tivesse qualquer competência para tomar”, frisou.

Jorge Tomé contou que, apesar do primeiro parecer do CaixaBI recomendar não investir, o conselho [de investimentos] decidiu que o “projeto era de facto muito importante para Portugal, infraestruturante, pelo que sugeriu que a Caixa Capital e a CaixaBI o estudassem com maior profundidade”.

E manteve a recomendação de não investir após essa análise aprofundada? “A La Seda era uma empresa na altura que estava a crescer, tinha todos os indicadores económicos e financeiros razoavelmente bons, tinha uma posição no mercado muito relevante. Nessa matéria não tínhamos nada a apontar à La Seda”, disse Jorge Tomé.

A nossa reserva aí é mais de política de investimentos, que não compete ao Caixa BI nem à Caixa Capital. A única questão que levantámos foi relativa à política de investimentos, porque investir numa empresa em Espanha para trazer uma fábrica para Portugal…”, questionou sem concluir o raciocínio. Jorge Tomé queria assegurar que com a Caixa a entrar no capital da La Seda, “automaticamente se fecharia a decisão de trazer o projeto para Sines”.

(Notícia atualizada às 17h32)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Não fazia sentido Caixa investir na La Seda”, diz Jorge Tomé

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião