Juros dos depósitos a prazo têm primeira subida em mais de meio ano

A taxa de juro oferecida pelos bancos nos novos depósitos a prazo fixou-se, em média, nos 0,14% em abril. Trata-se da primeira subida mensal desde setembro e compara com os 0,13% verificados em março.

Após dois meses seguidos fixados em mínimos históricos, os juros dos depósitos a prazo subiram. Em abril, a taxa de juro média das novas aplicações a prazo fixou-se nos 0,14%, o primeiro aumento em mais de meio ano.

De acordo com estatísticas do Banco Central Europeu (BCE), os bancos remuneraram os novos depósitos a prazo a uma taxa de juro média de 0,14%, em abril, com os juros a recuperarem do mínimo histórico de 0,13% que vigoraram nos dois meses anteriores. Tratou-se da primeira subida desde setembro, com taxa média a regressar a níveis de janeiro.

O aumento é ligeiro, mas é uma boa notícia para os aforradores perante um cenário adverso para quem pretende rentabilizar poupanças através dos depósitos. Isto porque tudo indica que os juros de referência se irão manter em mínimos históricos mais tempo do que era esperado até agora.

Na reunião de política monetária do BCE da última quinta-feira, o conselho de governadores estendeu do final deste ano, para o primeiro semestre de 2020, o prazo em que vê os juros nos atuais mínimos históricos.

Juros dos novos depósitos sobem em abril

Fonte: BCE

Prazos mais curtos pagam mais. Aplicações engordam

O aumento da remuneração oferecida pelos bancos nos novos depósitos a prazo no mês de abril, teve origem das aplicações com prazos mais curtos. Os bancos ofereceram nos depósitos com maturidades até dois anos uma taxa de juro média de 0,14%, em abril, acima da remuneração de 0,13% disponibilizada em março.

Já nas aplicações com prazos acima de dois anos, a taxa de juro média foi de 0,13%, em linha com a remuneração concedida pelos bancos nos novos depósitos contratados em março.

O incremento dos juros dos depósitos nas aplicações até dois anos coincidiu com uma subida o montante das aplicações nessas maturidades. O stock dos depósitos a prazo até dois anos cresceu em 285 milhões de euros, em abril, registando assim o sétimo mês seguido de aumento. No final de abril, os portugueses tinham aplicados em depósitos com prazos até dois anos 70.770 milhões de euros. Ou seja, o valor mais alto desde fevereiro e 2012.

Para prazos mais alargados, pelo contrário, os últimos meses têm sido marcados por saídas de dinheiro. No final de abril, os dados do BCE mostram que os portugueses tinham aplicados 20.568 milhões de euros em depósitos com maturidades acima de dois anos. Ou seja, menos 498 milhões do que em março e o valor mais baixo desde março de 2010.

A evolução do saldo global das aplicações em depósitos a prazo continua a ser negativo, com estes produtos a perderem dinheiro pelo terceiro mês consecutivo. Em abril, os portugueses detinham 91.338 milhões de euros aplicados a prazo, um mínimo de março de 2011.

Rumo bastante diferenciado é o apresentado pelas contas à ordem que, perante a fraca atratividade das remunerações oferecidas a prazo, continuam a engordar. Em abril, os portugueses tinham depositados à ordem 57.696 milhões de euros, um novo máximo histórico.

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