Galp afunda 3,5% com queda do petróleo. Lisboa cai

O aumento da oferta de petróleo passou fatura ao preço do barril em Londres e em Nova Iorque, levando a uma queda acentuada da Galp Energia na bolsa de Lisboa.

A Galp Energia afundou 3,5%, penalizada pela queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais. A queda expressiva das ações da petrolífera levou a bolsa nacional a recuar 0,54% para os 5.179,13 pontos, depois de ter vivido seis sessões consecutivas de ganhos.

Também as principais praças europeias registaram um dia de perdas similar ao do PSI-20, com o índice alemão DAX a cair 0,32%, o FTSE 100 a perder 0,38% e a bolsa francesa a recuar 0,54%. Em Espanha, o IBEX caiu 0,28%.

O Brent seguia a cotar nos 61,02 dólares, apresentando uma queda de 2,04%. O preço do barril de Brent já caiu mais de 10 dólares desde 21 de maio, quando se fixou nos 72,18 dólares.

Esta queda do petróleo, perante a perspetiva de um aumento das reservas norte-americanas, num contexto de abrandamento da procura, pesou em todas as empresas do setor na Europa, levando a Galp Energia a recuar até aos 13,31 euros por ação.

Não foi só a empresa liderada por Carlos Gomes da Silva que deslizou. Entre as cotadas portuguesas presentes no principal índice da bolsa nacional, 11 títulos que terminaram no vermelho.

Os CTT recuaram 2,61%, sendo que o BCP, outro dos “pesos pesados” do PSI-20, cedeu 0,69& para 26,05 cêntimos. As empresas do setor da pasta e papel voltaram também a apresentar descidas acentuadas em bolsa.

Apenas cinco títulos acumularam ganhos na sessão, com a REN a valorizar 1,01% e a EDP a fechar o dia com um ganho quase nulo, de 0,03%.

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