Retaliação dos EUA contra o Irão provocaria a morte de 150 pessoas e seria “desproporcional”, explica Trump

Retaliação ia fazer 150 mortos entre os iranianos. Donald Trump cancelou o ataque 10 minutos antes porque se tratar de uma resposta "desproporcional" ao abate de um drone pelas forças do Irão.

Donald Trump aprovou ataques contra o Irão pelo abate de um drone americano não tripulado na noite de quinta-feira, mas cancelou a ofensiva militar dez minutos antes de ir para o terreno, por considerar que seria uma resposta “desproporcional” dado que iria vitimar 150 pessoas.

“Na segunda-feira, eles [o Irão] abateram um drone que sobrevoava águas internacionais. Fomos preparando uma retaliação na última noite tendo em vista três alvos quando eu perguntei quantas pessoas iriam morrer. 150, senhor, foi a resposta de um general. 10 minutos antes do ataque eu cancelei-o, não era proporcional ao abate do drone”, escreveu esta sexta-feira o presidente americano no seu Twitter, já depois de o New York Times ter avançado com a notícia de que Trump “abruptamente” cancelou uma ofensiva militar que estava a ser preparada.

Os aviões já estavam no ar e os navios militares em posição para o ataque, mas nenhum míssil foi disparado quando os oficiais receberam as indicações da Casa Branca para abortar a ofensiva que tinha como alvo posições militares dos iranianos, segundo adiantou uma fonte ao jornal americano.

Este ataque foi planeado em resposta à destruição de um drone norte-americano de 130 milhões de dólares pelas forças iranianas, na quinta-feira.

Em reação, Donald Trump chegou mesmo a escrever no Twitter que “o Irão [tinha] cometido um grave erro” e terá aprovado o tal ataque aos radares e mísseis iranianos, que deveria acontecer na madrugada desta sexta-feira, mas acabou por não avançar.

Esta sexta-feira, confirmando o cancelamento do ataque, Trump não deixou de avisar o Irão de que tem a “melhor força militar do mundo” preparada para qualquer ofensiva.

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