Programa de Arrendamento Acessível pode permitir poupar mais de 1.000 euros por ano

Um estudo da Century 21 concluiu que o Programa de Arrendamento Acessível pode ser benéfico, tanto para inquilinos como para os senhorios. As poupanças podem ultrapassar os 1.000 euros anuais.

Já arrancou o Programa de Arrendamento Acessível (PAA) do Governo, que recebeu 191 candidaturas só no primeiro dia, embora os proprietários interessados tenham sido poucos. Contudo, um estudo da Century 21 concluiu que esta iniciativa, que promete rendas 20% inferiores às praticadas pelo mercado, poderá permitir uma poupança superior a 1.000 euros, tanto para inquilinos como para proprietários.

“Apesar de este programa não ser uma solução para todos os proprietários nem para todos os inquilinos — em particular nas zonas de maior pressão turística –, esta simulação conclui que num número muito significativo de casos esta opção poderá ser vantajosa, tanto para os proprietários como para as famílias arrendatárias”, começa por referir o CEO da imobiliária, Ricardo Sousa, em comunicado.

O estudo feito com base na análise de 119 habitações com contratos de arrendamento celebrados este ano, concluiu que “em mais de metade dos casos, os proprietários teriam claros benefícios em aderir ao PAA”, mesmo tendo em conta o pagamento do seguro obrigatório. Em termos práticos, isto iria traduzir-se num benefício médio anual entre os 863 euros por ano no cenário mais penalizador e de 1.160 euros no cenário mais favorável.

Já do lado dos inquilinos, “e tendo em conta somente o universo de habitações com custos de seguros ao preço atual de mercado”, a adesão a este programa iria representar uma poupança média de 1.176 euros por ano por família.

Outro aspeto positivo do PAA passa pelo “estímulo à profissionalização do mercado de arrendamento em Portugal — que atualmente atinge níveis de informalidade muito preocupantes”, continua Ricardo Sousa.

Isto porque, explica, “a opção de formalização dos contratos de arrendamento com o PAA e os benefícios fiscais e de segurança são fatores que compensam abandonar a prática de não efetuar contratos de arrendamento formais e registados, o que aporta maior rigor e transparência ao mercado, aumenta a segurança para os proprietários e arrendatários, e promove a eficiência fiscal”, continua Ricardo Sousa.

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