BRANDS' ADVOCATUS Angola e Portugal estão destinados a entender-se

  • BRANDS' ADVOCATUS
  • 2 Julho 2019

António Vicente Marques, advogado, discorre sobre a afirmação da AVM Advogados como escritório de referência em Angola e espaço lusófono, bem como a nova dinâmica das relações entre Portugal e Angola.

Há quanto tempo estão instalados em Angola? Quantos advogados integram o escritório e quais são as principais áreas de especialização?

A AVM Advogados foi fundada em 2003, com a abertura do seu primeiro escritório na cidade de Luanda. Neste momento a sociedade, juntamente com a AVM Legal Network, tem cerca de 40 advogados e paralegals nas diferentes jurisdições onde operamos (Angola, Portugal e Moçambique) e assume-se como uma sociedade full service, pese embora, focada maioritariamente no direito de cariz empresarial, com especial enfoque, no direito societário, financeiro, laboral, cambial e fiscal.

Como caracterizam o vosso público-alvo e actual base de clientes? É maioritariamente explicada por portugueses instalados e actividade em Angola, portugueses que têm relações empresariais e económicas com Angola, ou angolanos que têm relações económicas/empresariais em Portugal?

A nossa clientela assume-se como exigente, criteriosa e diversificada, sendo composta na sua maioria por empresas de direito internacional, nomeadamente Portugal. Fruto do nosso posicionamento e implementação no mercado angolano, temos tido a honra e o privilégio de assessorar diversas empresas de referência nos sectores de actividade onde operam, bem como estar envolvidos nalgumas das operações mais relevantes que têm tido lugar nos últimos anos em Angola; O nosso foco tem sido, sobretudo, o mercado angolano, mas queremos diversificar o portefólio de clientes e assuntos onde estamos envolvidos. Neste sentido, Portugal e Moçambique assumem-se como jurisdições preferenciais nessa aposta de diversificação.

Como caracteriza a evolução do mercado angolano na óptica de quem lá exerce advocacia e viveu diferentes fases? Quais são as principais diferenças no mercado de advocacia entre o momento da vossa entrada e a actualidade?

AVM: O mercado angolano, à semelhança da sua estrutura económica caracteriza-se por ser extremamente dependente e volátil. Neste sentido, é inegável que os últimos dois anos de recessão económica foram particularmente difíceis e desafiantes para a economia angolana, sobretudo com a queda abrupta do preço do petróleo e a desvalorização acentuada da moeda nacional.
Sem prejuízo, quem está há muito tempo em Angola, como nós, sabe que não é possível singrar no País sem ter uma visão estratégica de longo prazo; neste sentido, saudamos com especial agrado as reformas adoptadas pelo Governo Angolano no sentido de diversificar a economia, bem como democratizar, flexibilizar e desburocratizar o investimento directo estrangeiro no País.

Quais são, na vossa opinião, os principais desafios que se colocam ao desenvolvimento das relações económicas entre os dois países?

Angola e Portugal, como dois países irmãos que são, estão destinados a relacionar-se e a entender-se. Quem conhece Angola, sabe que a dinâmica das relações humanas e os laços de afecto que nos unem transcendem qualquer divergência esporádica que possa circunstancialmente existir. Actualmente as relações institucionais e diplomáticas são excelentes e felizmente têm permitido desbloquear alguns dossiês historicamente difíceis de solucionar, de que é exemplo a Convenção para eliminar a dupla tributação entre Angola e Portugal. Estamos, pois, optimistas relativamente a esta nova dinâmica e, naturalmente, sendo a AVM uma sociedade de advogados de matriz lusófona, queremos ser parte activa e integrante neste processo.

Como vê a evolução da importância geoestratégica de Angola no contexto da áfrica subsahariana?

Angola foi e será sempre uma potência regional, no contexto da África Subsaariana, a par de outros países como a África do Sul, Nigéria e Quénia. A nível geoestratégico, estamos em crer que será muito interessante assistir ao processo de integração e afirmação de Angola no contexto africano, nomeadamente na SADC (Southern Africa Development Comunity), na African Continental Free Trade Area (AfCFTA) e nos PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa).

António Vicente Marques – Advogado AVM – Advogados

 

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Angola e Portugal estão destinados a entender-se

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião