Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 10 Julho 2019

Trump decidiu aligeirar as restrições impostas às empresas norte-americanas que vendem para a Huawei. Já a HBO Max ganhou a transmissão exclusiva da série "Friends".

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA) decidiu aligeirar as restrições impostas às empresas norte-americanas que vendem para a Huawei. O Deutsche Bank, por sua vez, está a ser criticado pelo pagamento de elevadas quantias para compensar a saída de quadros de topo. Já os fãs de “Friends” vão ver a série ser transmitida, em exclusivo, na HBO Max, novo serviço de streaming da WarnerMedia que quer fazer frente à Netflix.

Financial Times

Trump abranda restrições contra Huawei

O Governo de Donald Trump anunciou um aligeiramento das restrições às empresas norte-americanas que vendam para a marca chinesa Huawei, dizendo que a proibição apenas se aplica a produtos relacionados com a segurança nacional. O anúncio marca uma vitória para as empresas de tecnologia que querem poder continuar a vender para a fabricante chinesa. Trump segue, assim, a trégua na guerra comercial acordada, na cúpula do G20, entre as duas maiores economias do mundo.

Leia a notícia completa em Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

Financial Times

Críticos cercam Deutsche Bank após pagamentos de indemnizações “douradas”

O Deutsche Bank está a ser criticado pelo pagamento de elevadas quantias para compensar a saída de quadros de topo no último ano, período já marcado pela turbulência dentro do banco. A instituição financeira alemã gastou mais de 52 milhões de dólares (cerca de 46 milhões de euros) em indemnizações a executivos que foram despedidos ou saíram voluntariamente nos últimos 14 meses, valor quase correspondente ao valor anualmente pago a todo o conselho e administração. Críticas surgem depois de o banco ter anunciado um plano de reestruturação que prevê o despedimento de 18.000 pessoas a nível mundial.

Leia a notícia completa em Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

El País

Espanha perante um impasse político

A dificuldade em gerar consensos suficientes com vista à formação de um Governo mantém-se em Espanha. A tensão entre o PSOE e o Podemos elevou-se ao máximo a escassas duas semanas da investidura do novo primeiro-ministro, situação que já faz soar os alertas para a eventual necessidade de serem levadas a cabo novas eleições. O primeiro-ministro socialista espanhol, Pedro Sánchez, foi incapaz de desbloquear o impasse nas negociações para a sua investidura como chefe do Governo numa reunião que teve esta terça-feira com o líder do Unidas Podemos (extrema-esquerda), Pablo Iglesias.

Leia a notícia completa em El País (acesso livre, conteúdo em espanhol).

The Wall Street Journal

HBO Max ganha transmissão exclusiva da série “Friends”

O novo serviço de streaming da WarnerMedia, o HBO Max, tem lançamento previsto na próxima primavera e já escolheu o seu “amuleto da sorte”. Será a série “Friends”. A plataforma que vai concorrer diretamente com a Netflix vai ter a transmissão exclusiva da sitcom, juntamente com programas e filmes originais. Uma estratégia que pretende fazer frente aos rivais do streaming. A Netflix já exprimiu, através da sua conta de Twitter, o sentimento de tristeza por ver a série sair do seu catálogo.

Leia a notícia completa em The Wall Street Journal (acesso pago, conteúdo em inglês).

El País

Piqué perde batalha contra o Fisco. É obrigado a pagar dois milhões em impostos

O futebolista do espanhol FC Barcelona, Gerard Piqué, perdeu a sua batalha contra a Agência Tributária espanhola. O tribunal recusou o recurso interpostos pela defesa do futebolista contra uma decisão do Tribunal Administrativo Económico Central que condenava o espanhol a pagar 2,1 milhões de euros em multas e impostos atrasados.

Leia a notícia completa em El País (acesso livre, conteúdo em espanhol).

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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