Trabalhadores da PSA vão mesmo para greve. Param aos sábados

  • Lusa
  • 11 Julho 2019

Falhadas as negociações, o sindicato que representa os trabalhadores da PSA/Peugeot/Citröen decidiu manter a greve que começa este sábado, o primeiro de todos os sábados até ao fim do ano.

Os trabalhadores da PSA/Peugeot/Citroën em Mangualde vão estar em greve no sábado, o primeiro de todos os sábados até ao final do ano, após terem falhado as negociações com a direção da empresa, disse um dirigente sindical.

“Fui chamado à direção para negociar um levantamento do pré-aviso de greve, só que a proposta era para só negociar no final do ano. Então, tomámos, eu e os meus colegas, a decisão de não aceitar. As coisas estão a passar-se agora, é agora que têm de ser resolvidas e não no final do ano”, adiantou Telmo Reis.

Segundo o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro Norte (SITE-Centro Norte), “não é conveniente estar a levantar uma greve sem ter os objetivos mínimos estabelecidos”.

O sindicato, juntamente com a comissão de trabalhadores, quer negociar a bolsa de horas, algo que “a direção não quer negociar”, assumiu Telmo Reis, que contou que desde que foi emitido o pré-aviso de greve “a direção está a chamar individualmente trabalhadores para os questionar se vão ou não fazer” greve no sábado.

“É uma coisa que não deve ser feita. Está no direito do trabalhador nem sequer responder à pergunta. Não respondendo, são chamados à parte para tentarem demovê-los”, denunciou o sindicalista, que também relatou que a direção “está a contactar outros trabalhadores, de outros turnos, para assegurar a produção” no sábado.

Neste sentido, Telmo Reis referiu que “estão a garantir que pagam o sábado a 100%, mais subsídio de combustível” e que, com esta promessa, “é normal que alguns trabalhadores aceitem, principalmente os que estão contratados, que são os que também estão a ser contactados” pela direção. “Estão a contornar a lei, ao não contratarem pessoas externas para assegurar o serviço. Mas estão a ir buscar pessoas aos outros turnos para assegurarem a produção do dia de greve”, apontou.

Telmo Reis disse ainda à Lusa que a direção enviou “um comunicado interno, onde se contradiz um pouco” e, agora, também a entidade sindical “vai enviar um comunicado a defender o nome do sindicato e a informar um pouco mais os trabalhadores”.

O pré-aviso de greve foi emitido na terça-feira, por causa da bolsa de horas, uma vez que “já foram ultrapassados os limites do razoável” e, segundo Telmo Reis, “já que podem pagar a 100%, mais subsídio de transporte, para assegurar a produção, também podem dar mais qualquer coisa aos trabalhadores, num reconhecimento merecido”. Na base da greve está “o fim da bolsa de horas, a garantia da manutenção de dois dias de descanso consecutivo, garantir a não realização de mais de oito horas diárias de trabalho e o fim da perseguição, chantagem, pressão e repressão”, afirmou Telmo Reis.

Cada turno na PSA/Peugeot/Citroën em Mangualde tem, em média, cerca de 300 trabalhadores. O primeiro dia da greve é no sábado e assim acontecerá em todos os sábados até ao final do ano.

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