Gasolina vai subir pela terceira semana consecutiva. Gasóleo aumenta 1,5 cêntimos

Os preços dos combustíveis deverão voltar a subir a partir da próxima segunda-feira para atingirem o valor mais elevado das últimas seis semanas. A gasolina sofre o maior aumento.

Precisa de combustível? Se pretende poupar algum dinheiro procure abastecer o carro antes de segunda-feira, já que tudo aponta para que os preços dos combustíveis voltem a subir. O aumento deve chegar aos dois cêntimos por litro no caso da gasolina e aos 1,5 cêntimos no gasóleo, adiantou ao ECO fonte do setor.

A confirmar-se essa evolução, de acordo com estatísticas da Direção-Geral de Energia e Geologia, a gasolina simples 95 prepara-se para registar a terceira subida semanal consecutiva, devendo o preço médio do litro fixar-se nos 1,5261 euros. Já no caso do gasóleo simples tratar-se-á da quarta semana seguida de aumentos, com o preço médio do litro a fixar-se numa média de 1,356 euros. Qualquer destes dois tipos de combustíveis ficará assim na fasquia mais elevada das últimas seis semanas.

São más notícias para as famílias e sobretudo para aquelas que estão de partida para férias e precisam de encher o depósito do carro. Para quem vá abastecer com 55 litros de gasolina, um aumento de dois cêntimos por litro reflete-se num acréscimo de 1,10 euros na fatura final.

Este novo encarecimento dos combustíveis surge num contexto de forte subida das cotações do petróleo nos mercados internacionais. A evolução dos preços dos combustíveis reflete o comportamento da cotação do petróleo e dos derivados petrolíferos nos mercados internacionais na última semana e ainda da cotação do euro, tendo em conta que as matérias-primas são geralmente transacionadas em dólares e a apreciação/depreciação da divisa americana torna as exportações para o euro mais caras/baratas.

Esta semana as cotações do petróleo nos mercados internacionais voltaram a agravar-se com o preço do barril de Brent — referência para as importações nacionais — a valorizar cerca de 4,5% desde segunda-feira no mercado londrino. Ainda mais forte foi a aceleração do crude transacionado em Nova Iorque cujo preço do barril acelerou esta semana 5,5%.

As recentes subidas das cotações do “ouro negro” surgem depois de a OPEP e outros dez países aliados terem decidido prolongar o acordo de cortes de produção petrolífera. O acordo atualmente em vigor irá continuar, pelo menos, até 31 de março de 2020 e poderá ajudar a suportar o aumento dos preços, algo que já está a acontecer.

(Notícia atualizada às 10h59 com mais informação)

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