Impacto da guerra comercial na economia dos EUA pesa sobre Wall Street

Fed apontou para incertezas com tensões comerciais entre EUA e China para o sentimento empresarial mais fraco, numa altura em que o mercado já desconta um corte nos juros de referência.

A guerra comercial voltou às mentes dos investidores em Wall Street. Enquanto o presidente dos EUA Donald Trump ameaçou a China com novas taxas aduaneiras, o livro bege da Reserva Federal norte-americana, que compila dados sobre o sentimento empresarial e económico no país, alertou para pressões relacionadas com tensões comerciais nos setores dos transportes e indústria.

“Nenhum dos principais temas [de conflito entre EUA e China] foi realmente resolvido”, afirmou Ed Campbell, gestor de portefólio e diretor da QMA, à agência Reuters. “É sempre um risco que pode voltar em qualquer altura”.

E Trump fê-lo voltar ao voltar na terça-feira ao afirmar que poderá impor mais taxas aduaneiras à importação de 325 mil milhões de dólares em produtos chineses. “Uma das coisas que Trump está a fazer com o comércio é que está a usá-lo para agredir a Fed”, referiu Campbell, acrescentando que o banco central “está a citar a guerra comercial como razão para estar aberto a cortar taxas de juro”.

Neste cenário de incerteza, as principais bolsas fecharam em queda. O índice industrial Dow Jones perdeu 0,25% para 27.268,18 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 perdeu 0,39% para 2.992,24 pontos e o tecnológico Nasdaq deslizou 0,17% para 8.209,03 pontos.

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