PS assume como meta manutenção de um saldo primário de 3% do PIB até 2023

  • Lusa
  • 20 Julho 2019

Estas estimativas constam do cenário macroeconómico do programa eleitoral dos socialistas, que será este sábado aprovado em Convenção Nacional do PS, que decorre no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

O PS assume como meta a manutenção de um saldo primário de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2023 e prevê um aumento anual em torno dos 3% da massa salarial na Administração Pública. Estas estimativas constam do cenário macroeconómico do programa eleitoral dos socialistas, que será este sábado aprovado em Convenção Nacional do PS, que decorre no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

No capítulo dedicado às “Boas contas”, o PS refere que “o cenário macroeconómico para os próximos quatro anos perspetiva-se marcado por um quadro de maior incerteza” em resultado da evolução da economia internacional, o que gera “um contexto de abrandamento do crescimento da economia, cuja dimensão e duração é difícil de antecipar”.

“Do ponto de vista político, a Europa caracteriza-se por um ciclo que tenderá a ser influenciado por forças que não são favoráveis ao aprofundamento da integração europeia. Todos estes fatores de incerteza tendem a induzir um abrandamento do crescimento do PIB na generalidade das economias”, justifica-se.

Em termos de números, o cenário macroeconómico do PS coincide em larga medida com o programa de estabilidade 2019/2023, prevendo-se um crescimento do PIB em Portugal de 1,9% em 2019 para aumentar para 2,2% em 2023“. Ou seja, no último ano da legislatura, o PS acrescenta 0,1 ponto percentual ao que está inscrito no programa de estabilidade.

Em matéria de redução da dívida, os socialistas – tal como já foi anunciado pelo secretário-geral do PS, António Costa – querem baixá-la para próximo dos 100% do PIB no final da próxima legislatura.

No que respeita ao controlo da despesa, o PS coloca uma meta concreta: “O caminho traçado para os próximos quatro anos exige a manutenção de um saldo primário de cerca de 3% do PIB”. Este objetivo – lê-se no programa eleitoral dos socialistas – “deve ser assegurado num quadro em que o cumprimento da regra da despesa ganhará relevância no quadro europeu, devendo Portugal procurar garantir que o crescimento tendencial da despesa esteja em linha com o crescimento tendencial da receita num quadro de estabilidade da política fiscal”. “Só assim manteremos contas certas e contribuiremos para um futuro mais estável”, justifica o PS.

No que respeita à despesa com salários, “o cenário de responsabilidade orçamental” apresentado contempla um aumento anual em torno dos 3% da massa salarial na administração pública“.

“Este aumento decorrerá, nos primeiros anos, em grande medida, do impacto das medidas de descongelamento das carreiras, que será particularmente elevado até 2020, do efeito extraordinário da reposição do tempo nalgumas carreiras até 2021 e do aumento do emprego público que se tem verificado nos últimos anos, mas inclui também uma margem para aumentos dos salários, que poderão ser mais expressivos a partir de 2021”, indica ainda o programa eleitoral do PS.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PS assume como meta manutenção de um saldo primário de 3% do PIB até 2023

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião