Estas são as dez licenciaturas em que é mais difícil entrar. Há um curso de letras, alguns de medicina e muitas engenharias

A nota de candidatura ronda os 18 valores, mas, em alguns cursos, é fácil arredondar para os 19. São, sobretudo, licenciaturas em engenharia, mas também há matemática, medicina e línguas.

As candidaturas ao ensino superior estão abertas e quem deseja entrar num dos dez cursos com a média mais alta terá de guiar-se pela nota de candidatura do último colocado do ano anterior. Significa isto que terá, para praticamente todos eles, superar os 18 valores. As engenharias destacam-se, sendo que as três primeiras do pódio facilmente se arredondam para os 19 valores.

As médias para entrar nestes cursos de engenharia estão a aumentar e, por outro lado, para ingressar em medicina estão a diminuir. Aliás, a primeira licenciatura em medicina surge apenas em sexto lugar, sendo, também, ultrapassada por um curso em matemática.

Neste ranking — que o ECO elaborou com recurso aos dados divulgados durante a semana pela Direção-Geral de Ensino Superior (DGES) — surge, também, um curso na área das letras.

Engenharias ocupam o pódio

O Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa lidera o ranking das licenciaturas em que é mais difícil entrar, com os cursos em engenharia física e em engenharia aeroespacial. No primeiro, que tem 69 vagas para 2019, o último colocado do ano passado entrou com 18,90 valores. Classificação essa que tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. Em 2017, a média mais baixa ficou nos 18,75 valores, enquanto em 2016 se situou nos 18,53 valores.

No caso da licenciatura em engenharia aeroespacial, com 92 vagas para este ano, o último classificado do ano anterior teve uma nota de candidatura de 18,85 valores, um número que também registou um aumento em relação a 2017 (18,80 valores) e 2016 (18,53 valores).

A primeira fase de candidatura ao ensino superior já arrancou e está aberta até 6 de agosto.ECO

A terceira licenciatura com a média mais alta é, também, em engenharia, mas, desta vez, pertence à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. É o curso em engenharia e gestão industrial, que tem 75 vagas, e uma média de candidatura de 18,63 valores. Este número foi ligeiramente mais baixo em 2017, ainda assim também na ordem dos 18 valores.

Os primeiros três lugares do pódio estão apresentados. E o quarto lugar obriga-nos a sair da engenharia em direção à matemática, mas a voltar ao Instituto Superior Técnico. Na Faculdade da Alameda (Lisboa) também não é assim tão fácil ser aprovado para a licenciatura em matemática aplicada e computação (18,35 valores) e, a dificultar ainda mais, há apenas 38 vagas.

Até aqui, três licenciaturas são no Técnico e uma na Universidade do Porto. Mas, o quinto curso com a média mais elevada acrescenta mais um à Faculdade de Engenharia da Invicta. Os interessados em bioengenharia devem saber que, este ano, a licenciatura abre 66 vagas e 18,30 valores foi a nota de candidatura do último colocado.

Medicina aparece já na segunda metade do ranking

Já lá vão os tempos em que a licenciatura em medicina era apontada como o curso mais difícil de sempre, começando desde logo pela admissão. Só os mais estudiosos conseguiam entrar, o que não deixa ainda de ser verdade. Contudo, agora, há cinco licenciaturas que ultrapassam as médias de medicina.

No ano passado, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, o último colocado em medicina foi admitido com uma nota de candidatura de 18,22 valores. Valor esse que era mais elevado em 2017 e, também, em 2016. Aliás, os três cursos de medicina que aparecem neste ranking apresentam, agora, a média mais baixa desde 2016.

Depois do sexto lugar, Medicina volta, ainda, a aparecer em sétimo (na Universidade do Porto) e oitavo (na Universidade do Minho), com 18,10 e 18,05 valores, respetivamente. Mas, a partilhar o sétimo lugar com medicina está a licenciatura em engenharia biomédica, no Instituto Superior Técnico, onde a média é, também, 18,10 valores.

No ranking dos cursos em que é mais difícil entrar há apenas um curso de letras. A licenciatura em línguas e relações internacionais, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, ocupa a nona posição, com uma média de 18,00 valores. Finalmente, o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa, ocupa o último lugar desta lista com a licenciatura em matemática aplicada à economia e à gestão. É o segundo curso em matemática do ranking e apresenta uma média de 17,85 valores. A nota de candidatura para este curso tem, também, vindo a aumentar. Em dois anos aumentou quase um valor.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Estas são as dez licenciaturas em que é mais difícil entrar. Há um curso de letras, alguns de medicina e muitas engenharias

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião