Este Fiat 500X foi à tropa

O 500 é um sucesso. Tão grande que a Fiat decidiu "engordá-lo" para fazer o L, mas também o levou-o à tropa para nos dar um X especial.

Não há rua, avenida, nacional ou autoestrada em que não se veja um. Os 500 estão por todo o lado, com todas as cores da paleta, fugindo do aborrecido branco, preto ou cinzento. Quando não é um citadino, lá surge um 500L, mas cada vez mais é o X que se destaca. É um 500 musculado. E pintado num verde baço, parece que a Fiat o levou à tropa.

Primeiro estranha-se, mas cada vez mais está a entranhar-se a moda das pinturas mate. Nem todos os automóveis conseguem “pull it off“, mas aqueles que conseguem acabam por brilhar no meio do trânsito. Quando pegamos na chave, carregamos no botão para destrancar e o 500X verde Alpi nos pisca o olho, olhamos duas vezes. É este? Hum… Tem piada.

O mate da pintura contrasta com o gloss da esguia grelha, dos aros das rodas também num preto myron. E, claro, das jantes de 18 polegadas com detalhes acobreados. É uma série especial, a S-Design, que consegue fazer muitas cabeças virar duas. A primeira é porque é um X com uma cor estranha. A segunda é aquele verde tropa que acaba por arrancar um sorriso.

A parte do especial não se fica pelo exterior. Também no interior há detalhes a ter em conta, capazes de convencer muitos daqueles que procuram um SUV, mas querem diferenciar-se dos demais. O tablier em preto mate com o logo do 500 acobreado destaca-se, servindo de apoio para o ecrã tátil de 7″ Uconnect LIVE.

Do rádio vem o som que se espalha pelas colunas, mas o som que queremos ouvir é o que vai do motor até ao escape na traseira. Neste caso, há algumas notas que cada vez mais portugueses querem ouvir. Não é o barulho de um diesel, antes de um pequeno bloco a gasolina sobrealimentado. Um 1.3 com 150 cv que não se fica. Se pela estética pensamos que este X foi à tropa, pela mecânica percebemos que o 500 está em esteroides.

O FireFly do S-Design, que custa cerca de 27 mil euros, não voa, mas comporta-se bastante bem. O pedal direito parece que tem uma mola, pedindo para ser esborrachado contra o chão. Genica não lhe falta, seja para atravessar a cidade, seja para ir em viagem rumo as praias a sul.

Ao pedal direito junta-se apenas mais um, do lado esquerdo, para parar o Fiat que tal como muitas outras marcas está a fazer mudar a opinião dos portugueses sobre as caixas automáticas. Não há primeira, segunda ou terceira… Antes um Park, Neutral e um Drive (e, claro, um Reverse) que responde bem.

Em estrada a caixa automática é um descanso para a perna esquerda — e para os consumos que acabam por se ficar em torno dos 7l/100 km. Já no pára-arranca pode ser preciso alguma habituação. Um pé muito cuidadoso no acelerador pode, por vezes, parecer que a caixa não engrenou, deixando descair o X. Mas depressa se apanha o jeito.

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