António Costa assume compromisso: “Ninguém pode ser impedido de aceder Ensino Superior por falta de condições económicas”

Governo quer reforçar com mais 11,5 mil camas a oferta de alojamentos universitários até 2023, um primeiro passo para garantir que até 2030 pelo menos "60% dos jovens" frequentem Ensino Superior.

António Costa delineou esta terça-feira o compromisso para os próximos anos ao nível do Ensino Superior: “Ninguém pode ser impedido de aceder ao Ensino Superior por falta de condições económicas”, salientou o primeiro-ministro, na inauguração da nova Residência Universitária da Ajuda, que decorreu esta manhã.

Sem nunca se referir às propinas, cuja extinção o Bloco de Esquerda procurará colocar na agenda na próxima legislatura, António Costa referiu-se ao problema central que impede maiores níveis de acessibilidade às Universidades e Politécnicos em Portugal, a falta de condições económicas das famílias, de baixos e médios rendimentos. “É essencial democratizar o acesso ao Ensino Superior para sustentar o crescimento económico do país”, defendeu.

E se há um passo essencial para esta democratização, está no campo do alojamento, acrescentou. “Se há algo essencial para democratizar o Ensino Superior é o alojamento. É uma das maiores barreiras no acesso ao Ensino Superior e à mobilidade” no mesmo”, realçou o António Costa, reconhecendo que este é um obstáculo que já nem a classe média consegue superar: “Hoje o alojamento exclui efetivamente da hipótese de acesso grande parte da classe média”, salientou.

Costa lembrou de seguida que Portugal procura conseguir até 2030 ter um total de 60% dos jovens no Ensino Superior — jovens em idade de frequentar, entenda-se — e um investimento equivalente a 3% do Produto Interno Bruto em Investigação & Desenvolvimento — “um terço público e dois terços dos privados”.

Em termos de objetivos mais próximos, António Costa realçou o “grande esforço que é preciso executar nos próximos quatro anos” para reforçar a oferta de alojamentos para universitários, sublinhando ser “muito positivo a grande congregação de esforços entre universidades, municípios e o Estado” neste campo — esforço que irá permitir passar a oferta de 15 mil camas para perto de 30 mil até 2023, garantiu.

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