Apple quer os chips da Intel. Pode pagar mais de 1.000 milhões

A fabricante do iPhone está em negociações avançadas com a Intel para a compra da sua unidade de processadores e outros chips para smartphones. Operação poderá valer mais de 1.000 milhões de dólares.

A Apple está em negociações avançadas para comprar a unidade da Intel que fabrica processadores e outros chips para smartphones. O negócio deverá custar pelo menos 1.000 milhões de dólares à fabricante do iPhone.

A compra deverá incluir também as patentes detidas pela fabricante de chips norte-americana, segundo o The Wall Street Journal (acesso pago). O jornal refere que, se as negociações não caírem, a operação deverá estar concluída na próxima semana.

Esta unidade da Intel produz componentes que são essenciais ao fabrico do iPhone. Com a eventual passagem da empresa para a esfera da Apple, a empresa liderada por Tim Cook passará a controlar um importante elo da cadeia de fornecimento da marca.

Além disso, o negócio reveste-se de relevância estratégica do ponto de vista do talento. O ramo da Intel que despertou o interesse da Apple tem engenheiros com know-how a que a marca da maçã poderá recorrer na corrida ao 5G, a próxima geração de rede móvel. Uma operação deste género poderá poupar à empresa vários anos de investigação e desenvolvimento.

Para a Intel, a venda do ramo de chips para dispositivos móveis representa a alienação de um negócio que tem pesado no grupo. Segundo o jornal norte-americano, a unidade gera perdas de cerca de 1.000 milhões de dólares à Intel todos os anos.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Apple quer os chips da Intel. Pode pagar mais de 1.000 milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião