Misericórdias juntam-se ao processo dos subsídios de Pedrógão Grande

  • ECO
  • 23 Julho 2019

A União das Misericórdias Portuguesas vai constituir-se como assistente no processo que investiga a atribuição indevida de subsídios para a reconstrução de casas de segunda habitação depois do fogo.

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) vai constituir-se como assistente no processo que investiga alegadas irregularidades nos subsídios atribuídos para a reconstrução de casas na região de Pedrógão Grande, na sequência do grande incêndio de junho de 2017. A notícia foi avançada pela TSF, que cita o presidente da UMP.

A par desta, também a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) admite constituir-se como assistente. Do lado do Estado, a mesma rádio garante que o Fundo Revita já foi notificado da acusação do Ministério Público (MP) e está a avaliar juridicamente a constituição como assistente.

Como lembra a TSF, o MP está convencido de que o presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, e um ex-vereador, enganaram de forma propositada a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a CVP, a UMP e a Fundação Calouste Gulbenkian. O objetivo terá passado pela obtenção de financiamento indevido para obras de reconstrução em casas que não eram de primeira habitação, ou que já estavam em ruínas antes do fogo.

A notícia surge depois de uma semana em que o Tribunal de Contas publicou um relatório sobre o Revita, no qual faz 15 críticas à forma como o fundo responsável pelos donativos tem sido gerido.

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