EDP Renováveis cai mais de 1% e pressiona bolsa de Lisboa

Apesar de ter mais do que duplicado os lucros no semestre, os investidores estão a penalizar a EDP Renováveis. Queda de 1% da elétrica, a par com a desvalorização do BCP, está a dar perdas a Lisboa.

As bolsas europeias abriram com sentimento misto, num dia em que a praça portuguesa está sob pressão do setor energético. Numa altura em que os investidores esperam sinais do BCE que apontem para um corte nos juros em setembro, são os resultados das empresas que se destacam.

Enquanto o Stoxx 600 abriu inalterado, o português PSI-20 cai 0,19%, para 5.205,19 pontos. O desempenho da bolsa de Lisboa está a ser condicionado por quedas nos setores da banca e da energia, com os holofotes a incidirem nas ações da EDP Renováveis, e não pelos melhores motivos.

Apesar de a empresa liderada por João Manso Neto ter apresentado, na manhã desta quarta-feira, uma subida homóloga de 147% nos lucros do semestre, os investidores estão a penalizar a companhia na bolsa, que viu também os custos operacionais aumentarem e que apresentou uma subida de 668 milhões de euros na dívida líquida, que se cifra agora em 3.728 milhões de euros.

No mesmo setor, também a EDP e a Galp Energia estão a pressionar a bolsa nacional. A elétrica liderada por António Mexia perde 0,18%, para 3,690 euros, enquanto a petrolífera recua 0,14%, para 14,02 euros. No entanto, é mesmo o fraco desempenho do banco BCP que, a par com a EDP Renováveis, mais pressiona o índice português: os títulos do banco liderado por Miguel Maya derrapam 0,92%, para 26,95 cêntimos.

Em sentido inverso, a Nos continua a beneficiar dos resultados positivos apresentados na segunda-feira e está a impedir uma desvalorização maior da praça portuguesa. Os títulos da operadora liderada por Miguel Almeida avançam 0,43%, para 5,895 euros.

No plano europeu, o destaque vai para a Alemanha. Numa sessão em que o Dax abriu a valorizar 0,2%, a notícia do dia está a ser as perdas do Deutsche Bank. Foram prejuízos recorde de 3,15 mil milhões de euros, que comparam com os 1,7 mil milhões previstos pelos analistas. As ações do banco, que enfrenta sérios problemas financeiros, estão a cair 3,46% em Frankfurt, e valem agora perto de 6,887 euros.

(Notícia atualizada às 8h23 com mais informações)

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