Lucro da EDP Renováveis dispara 147% no primeiro semestre

Braço renovável da EDP lucrou 343 milhões de euros até junho, valor que compara com os 139 milhões do mesmo período de 2018. EBITDA deu salto de 40% e receitas cresceram 9%.

A EDP Renováveis fechou o primeiro semestre com um resultado líquido de 343 milhões de euros, um salto de 147% em comparação com os 139 milhões registados entre janeiro e junho de 2018. Os “resultados refletem a capacidade de execução da EDP na estratégia de crescimento, em conjunto com a rotação de ativos na plataforma das renováveis, tal como nos comprometemos na apresentação do plano estratégico para os próximos anos”, apontou António Mexia, presidente do Grupo EDP, em declaração enviada ao ECO.

Em comunicado libertado esta quarta-feira manhã na CMVM, a EDP Renováveis dá conta de um crescimento total de 9% nas receitas, que dessa forma ultrapassaram os mil milhões de euros em seis meses — passaram de 923 milhões para 1.005 milhões.

O aumento do preço médio de venda em 5%, “beneficiando da recuperação de preços na Europa de Leste, a realização de preços mais altos em Espanha, EUA”, está entre os fatores que justificam o bom comportamento das receitas, tendo trazido mais 29 milhões de euros. Além disso, o aumento da capacidade de transformação de energia teve um impacto de 71 milhões de euros.

“Num semestre com fracos recursos eólicos, mantivemos o foco no aumento da capacidade de produção renovável e nas oportunidades de crescimento que nos permitam continuar a liderar a transição energética”, realçou António Mexia ao ECO.

Os custos operacionais da Renováveis evoluíram 1% no semestre, para 297 milhões de euros, já com alguns itens excluídos da contabilização, como previsto pelas novas normas IFRS16, ainda que, saliente a empresa, o investimento médio por megawatt tenha recuado 2% em relação ao primeiro semestre de 2018.

A propósito da IFR16, a EDP Renováveis detalha que o reflexo nas contas das novas regras contabilísticas levaram a um aumento do passivo (em 610 milhões), do ativo (614 milhões), das depreciações (17 milhões) e dos resultados financeiros (14 milhões) e a uma queda nos custos operacionais (23 milhões).

No final de junho, a dívida líquida da Renováveis estava nos 3.728 milhões de euros, mais 668 milhões que em dezembro de 2018, refletindo os investimentos que a empresa tem em curso. Tal como é referido no comunicado dos resultados enviado à CMVM, em “junho de 2019, a EDPR tinha 1,3 GW de nova capacidade em construção, dos quais 993 MW de eólico onshore e 330 MW de participações em projetos de offshore e flutuantes”.

Durante o primeiro semestre, a EDP Renováveis reforçou ainda o quadro de pessoal em 10%, para 1.460 colaboradores, “maioritariamente contratações nos EUA e a nível corporativo”, detalham.

(Notícia atualizada às 8h35 com declarações do CEO do grupo EDP)

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