Petróleo afunda 8% após Trump anunciar novas tarifas aos produtos chineses

Líder dos EUA voltou a anunciar através do Twitter a imposição de mais tarifas à China. Nova taxa de 10% incidirá sobre 300 mil milhões de dólares de produtos. Petróleo afunda 8%.

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, anunciou há pouco mais de meia hora que vai impor novas tarifas a produtos chineses a partir de 1 de setembro. Desta feita o alvo são “os restantes 300 mil milhões de dólares de bens e produtos que vêm da China para o nosso país”. Esta tarifa soma-se à taxa de 25% já aplicada pelos EUA a importações da China avaliadas em mais de 250 mil milhões de dólares.

O anúncio de Trump foi feito em plena sessão bolsista, com os mercados norte-americanos a reagirem de forma bastante negativa ao mesmo, passando de ganhos para perdas numa questão de minutos, como fica evidente neste gráfico do Google Finance sobre a evolução da negociação de hoje do Dow Jones:

Também o mercado do petróleo sofreu um forte abalo com o anúncio. O barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações nacionais, está a afundar 7,9% para 53,95 dólares, na pior sessão desde fevereiro de 2015. Em Nova Iorque, a cotação desliza 7,18% para 60,38 dólares.

Segundo explica Donald Trump através dos seus Tweets, os representantes do país que estiveram na China esta semana tiveram “conversas construtivas” com as autoridades chinesas em prol de “um futuro acordo”. Contudo, lembra, “há três meses achámos o mesmo mas infelizmente a China decidiu renegociar o acordo antes da sua assinatura”, explica.

O presidente dos EUA, na justificação para a imposição de mais tarifas, volta a uma acusação recorrente, lembrando que os chineses se comprometeram a comprar produtos agrícolas norte-americanos — “mas não o fizeram” –, pelo que apesar das “conversações comerciais irem continuar”, os Estados Unidos vão impor “uma pequena tarifa adicional de 10% sobre os restantes 300 mil milhões de dólares de bens e produtos provenientes da China para o nosso país”.

 

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