EUA atacam e China retalia. Wall Street derrapa

As ações dos EUA arrancaram no vermelho, com investidores a reagirem à escalada da guerra comercial. Às novas tarifas às importações chinesas pelos EUA, a China respondeu com desvalorização do yuan.

Após a pior semana do ano, Wall Street volta ao vermelho. Os principais índices bolsistas dos EUA arrancaram a semana com perdas acima de 1,5%, depois e o governo de Xi Jinping ter respondido às novas tarifas às importações chinesas por parte dos EUA com a desvalorização do yuan e um corte nas importações de produtos agrícolas norte-americano.

O S&P 500 desvaloriza 1,59%, para os 2.885,43 pontos, enquanto o Dow Jones desliza 1,56%, para os 26.070,81 pontos. Já o Nasdaq é o mais penalizado ao registar uma queda de 2,27% para os 7.822,71 pontos.

Os principais índices norte-americanos dão assim seguimento ao pior desempenho semanal do ano, depois de na semana passada Donald Trump ter anunciado que vai impor novas tarifas a produtos chineses a partir de 1 de setembro. Desta feita o alvo são “os restantes 300 mil milhões de dólares de bens e produtos que vêm da China para o nosso país, dizia o presidente dos EUA na sexta-feira”. Esta tarifa soma-se à taxa de 25% já aplicada pelos EUA a importações da China avaliadas em mais de 250 mil milhões de dólares.

A China não tardou em responder e esta segunda-feira retaliou, deixando o yuan quebrar o nível dos sete dólares, um sinal de que Pequim estará disposto a aceitar desvalorizações mais acentuadas da sua moeda, o que pode inflamar ainda mais o conflito comercial com os EUA.

As bolsas asiáticas afundaram para mínimos de um mês antes da abertura das praças europeias, quedas que tiveram seguimento nas bolsas europeias e agora nas norte-americanas.

“As pessoas temem que (a mais recente rodada de taxas) tornará muito mais difícil chegar a um acordo sobre o comércio“, disse Robert Pavlik, respondsável pela estratégia de investimentos da SlateStone Wealth LLC, citado pela Reuters.

O apoio que os mercados acionistas tiveram desde maio perante as expectativas de uma ronda agressiva de flexibilização monetária também se desvaneceu no rescaldo da reunião da Fed na semana passada que ditou um corte de juros pela primeira vez desde 2008.

Entre os títulos mais penalizados em Wall Street estão os do setor tecnológico. Referência para a Apple que vê as suas ações deslizarem 4%, para os 195,8 dólares, com os investidores a temerem os efeitos que podem resultara para a empresa face à recente proposta de tarifas às importações chinesas. Cotadas como a Micro Devices, Nvidia, Micron Technology e Intel sofrem perdas entre 4% e 5,5%. Também o Facebook, Amazon, Netflix e Alphabet, dona do Google, deslizam 2%, 2,5% e 2,6%, respetivamente.

O mercado da dívida também estão a ser colocados à prova, já que a fuga ao risco por parte dos investidores fez com que os juros das obrigações do Tesouro norte-americanas a dez anos registaram novos mínimos de três anos, após a maior queda semanal em sete anos.

O receio dos investidores também é percetível no “índice do medo”, o índice VIX, que subiu até à fasquia mais elevada em cerca de três meses.

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