Novas tarifas de Trump condenam Wall Street e petróleo a perdas

  • ECO
  • 1 Agosto 2019

Mercados reagiram negativamente a tweets de Donald Trump a anunciar a imposição de mais tarifas sobre produtos chineses. Dia de ganhos passou a dia de perdas em minutos. Petróleo tomba 6%.

As principais bolsas norte-americanas fecharam a sessão de quinta-feira no vermelho depois de Donald Trump ter anunciado a meio da negociação a imposição de novas tarifas de 10% sobre mais de 300 mil milhões de dólares de bens e produtos chineses que o mercado norte-americano compra anualmente. Dow Jones, Nasdaq e S&P, que até ao minuto dos tweets de Trump estavam a valorizar perto de 1%, entraram em quebra imediata e daí não saíram até ao fecho da sessão.

O índice tecnológico Nasdaq perdeu 0,78%, para 8.111,38 pontos, o Dow Jones desvalorizou 1,06%, para 26.578,89 pontos, e o S&P 500 perdeu 0,91%, para 2.953,38 pontos. Este foi o quarto dia seguido de perdas para o S&P que no período já acumulou um recuo superior a 2%. A intervenção de Trump no mercado passou também pesada fatura ao petróleo, que pouco depois do anúncio do presidente dos EUA acumulava perdas de 8% que, entretanto, se fixaram numa desvalorização de 6%, para 61,13 dólares.

As empresas do setor da energia e financeiro foram as que mais sofreram ao longo do dia, com ambos os setores a perderem mais de 2%.

Segundo explicou o presidente dos EUA através de tweets, os representantes do país que estiveram na China esta semana tiveram “conversas construtivas” com as autoridades chinesas em prol de “um futuro acordo”. Contudo, lembra, “há três meses achámos o mesmo mas infelizmente a China decidiu renegociar o acordo antes da sua assinatura”, explica.

O presidente dos EUA, na justificação para a imposição de mais tarifas, voltou a uma acusação recorrente, lembrando que os chineses se comprometeram a comprar produtos agrícolas norte-americanos — “mas não o fizeram” –, pelo que apesar das “conversações comerciais irem continuar”, os Estados Unidos vão impor “uma pequena tarifa adicional de 10% sobre os restantes 300 mil milhões de dólares de bens e produtos provenientes da China para o nosso país”.

As tarifas irão ser implementadas a partir de setembro, referiu ainda o governante, sendo esse também o mês em que Pequim e Washington tentarão retomar negociações comerciais.

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