PSD/Açores teme centralização de fundos comunitários a nível nacional

  • Lusa
  • 5 Agosto 2019

O PSD/Açores acusou o Governo Regional, socialista, de estar em "silêncio" sobre o próximo quadro comunitário. Partido teme "centralização" dos apoios a nível nacional.

O vice-presidente do PSD/Açores, António Ventura, acusou esta segunda-feira o Governo Regional, socialista, de estar em “silêncio” sobre o próximo quadro comunitário de apoio, temendo os sociais-democratas uma “possível centralização dos fundos comunitários a nível nacional”.

“Consideramos que os Açores têm de ter a sua fatia própria para usar os fundos de acordo com as suas especificidades”, vincou António Ventura, após diversos dirigentes do PSD/Açores se terem reunido com a Federação Agrícola da região, na Ribeira Grande (ilha de São Miguel).

Depois, António Ventura, que se recandidata em outubro a um lugar na Assembleia da República, acusou o Governo Regional, socialista, de estar em “silêncio” sobre o próximo quadro comunitário de apoio. “O Governo Regional está em muito silêncio relativamente ao que devia estar a fazer, não só silêncio relativamente às instituições europeias mas também com o Governo da República”, disse, criticando ainda o executivo de Vasco Cordeiro por ser, “cúmplice de uma estratégia que não existe para favorecer os Açores em termos de fundos comunitários”.

No que refere ao quadro de apoio 2021-2027, Ventura diz ser necessário haver um aumento de 10 milhões de euros para os Açores no POSEI (Programa de Opções Específicas para o Afastamento e a Insularidade nas Regiões Ultraperiféricas). Nesta matéria também, sinaliza o social-democrata, há um “silêncio comprometedor” do Governo dos Açores que, “se faz algo” para reforçar o POSEI, “não se sabe”. “Na prática não se prevê aumento do POSEI”, lamentou ainda António Ventura.

O social-democrata esteve acompanhado do presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, e do número um do partido às legislativas de outubro, Paulo Moniz, na reunião tida com a Federação Agrícola dos Açores.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PSD/Açores teme centralização de fundos comunitários a nível nacional

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião