Sindicato independente diz que não conhece nova proposta dos motoristas de matérias perigosas para evitar greve

Sindicato independente de motoristas manteve troca de impressões com Pedro Nuno Santos durante a manhã, mas sem sindicato das matérias perigosas. Dirigente do SIMM diz desconhecer proposta de 50 euros

O Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM) “representa-se a si próprio” e desconhece a contraproposta sugerida por Pedro Pardal Henriques, representante do Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), este fim de semana. “Foram declarações do Dr. Pedro Pardal Henriques, que só representa o SNMMP, o SIMM representa-se a si próprio”, esclareceu Anacleto Rodrigues.

O dirigente do SIMM falava à entrada do Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH), onde esteve durante a manhã numa troca de impressões com Pedro Nuno Santos, da qual não tomou parte o Sindicato Nacional de Matérias Perigosas, explicou. “Tivemos a trocar impressões, o ministro não conhecia o SIMM e quis conhecer-nos melhor”, revelou o dirigente. A reunião oficial com o ministro arrancou a meio da tarde.

“Pedimos esta nova reunião para tentar que a Antram volte à mesa das negociações”, detalhou ainda Anacleto Rodrigues, que apontou que no encontro informal tido de manhã nenhum representante do SNMMP esteve presente, isto apesar dos responsáveis deste sindicato terem entrado no MIH pouco depois das 11h00 da manhã e, horas mais tarde, aquando de uma pausa para almoço, até terem dito que a “reunião estava a correr bem”.

“Na sala propriamente dita não estiveram, mas agora sim, vamos ter a reunião com Pedro Nuno Santos e o SNMMP”, esclareceu.

Sobre a contraproposta sugerida por Pardal Henriques em nome do SNMMP, Anacleto Rodrigues reiterou que o SIMM não teve qualquer responsabilidade sobre a mesma e que só agora, na reunião com Pedro Nuno Santos, é que o SNMMP irá detalhar a mesma ao SIMM para ver se esta colhe o seu apoio.

Segundo Pedro Pardal Henriques, o SNMMP decidiu apresentar uma nova proposta de evolução salarial para os motoristas, que passa por assegurar um aumento salarial até aos mil euros de vencimento base, mais alto que o previsto na proposta inicial mas de forma mais dilatada no tempo.

Ou seja, ao invés de um acordo até 2022, os sindicatos procuram agora um acordo até 2025. E em vez de aumentos anuais de 100 euros em 2021 e 2022, exigem agora aumentos anuais de 50 euros entre 2021 e 2025. Isto além da revisão salarial de 300 euros brutos já em janeiro de 2020.

Esta proposta, todavia, não foi discutida previamente com o SIMM.

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