“Esta não é uma greve às empresas. É uma greve aos portugueses”, diz ANTRAM

Para os patrões, a posição do Governo foi, face à anterior greve de abril, "socialmente responsável" e mostra que Executivo está consciente da "má fé negocial" dos sindicatos.

Perante a definição dos serviços mínimos para a greve dos motoristas agendada para dia 12 de agosto, o porta-voz da Antram, André Matias de Almeida, considerou que a posição do Governo, face à anterior greve de abril, foi “socialmente responsável”. “Esta declaração energética antecipada faz todo o sentido”, disse, em declarações emitidas pela RTP3.

“Esta greve não é uma greve às empresas. É uma greve aos portugueses”, afirmou André Matias de Almeida, acrescentado que basta que os sindicatos “incumpram os serviços mínimos, como aconteceu em abril, para que o impacto na vida dos portugueses seja enorme”.

O que o Governo fez foi, por isso mesmo, segundo o porta-voz da Antram, “acautelar” os efeitos que a greve pode vir a originar, sobretudo depois de pensar no que aconteceu em abril. Ao mesmo tempo, e ainda que os serviços estabelecidos esta quarta-feira pelo Governo se situem entre os 50% e 75%, “o direito à greve está garantido”, rematou.

Esta terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa disse que os sindicatos arriscam ter contra si a “generalidade dos portugueses”. Lembrando a priori que o direito à greve está previsto na Constituição, o Chefe de Estado afirmou que “não basta que os fins sejam legítimos, é preciso que os meios não venham prejudicar os fins”.

Já em declarações ao ECO, a Antram lembrou que depois do incumprimento dos serviços mínimos na greve de abril, e depois do “sindicato deixar em em ata em reunião ocorrida a 15 de julho para discussão dos serviços mínimos que não faria cargas e descargas”, os sindicatos “não podiam estar à espera de outra coisa quando ademais o governo esteve na mesa das negociações e está bem consciente da má fé negocial que norteou este processo do lado destes sindicatos“.

Ao longo da conferência de imprensa desta tarde, Vieira da Silva, ministro do Trabalho, aproveitou para relembrar essa mesma reunião de 15 de julho, tida no “seu” Ministério.

“Relembro que a greve nasceu num momento em que estavam a decorrer negociações com a Fectrans”, num conjunto de reuniões acordadas entre as partes com o princípio de que que durante as mesmas “não fossem usadas determinados tipos de instrumentos de conflito”. Contudo, lamentou, “o processo negocial foi interrompido a partir do momento em que dois dos sindicatos apresentaram um aviso prévio de greve por tempo indeterminado durante as reuniões”.

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