Avaliação da banca às casas sobe há 28 meses. Está nos 1.283 euros por metro quadrado

O valor médio de avaliação bancária realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação fixou-se em 1.283 euros por metro quadrado em julho, mais 11 euros que no mês anterior.

A avaliação que os bancos fazem aos imóveis para conceder crédito à habitação não para de aumentar. O preço do metro quadrado subiu pelo 28.º mês consecutivo, em julho, para se fixar nos 1.283 euros, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Em julho, o valor médio de avaliação bancária realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1.283 euros por metro quadrado, mais 11 euros que no mês anterior”, refere o relatório do INE. O valor representa um aumento de 0,9% relativamente a junho e de 8,1% a julho do ano anterior.

Julho foi assim o 28.º mês consecutivo de subidas deste indicador do qual dependem as condições de acesso ao crédito à habitação por parte das famílias, com este a atingir um novo máximo desde, pelo menos, setembro de 2008, período em que começa o histórico do INE.

Avaliação das casas continua a subir

Fonte: INE

Em termos de tipologia das casas, foi nos apartamentos que a subida foi mais expressiva. O valor médio de avaliação dos apartamentos subiu 15 euros face a junho, para 1.368 euros por metro quadrado em julho. Já no caso das moradias, o valor médio de avaliação subiu seis euros, para 1.148 euros por metros quadrados.

A nível regional, a maior subida para o conjunto da habitação registou-se na Área Metropolitana de Lisboa, de 1,6%. Em sentido contrário, a única descida aconteceu na Região Autónoma da Madeira e foi de 0,4%.

“De acordo com o Índice do valor médio de avaliação bancária, em julho, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Região Autónoma da Madeira, a Área Metropolitana do Porto e o Alentejo Litoral, apresentaram valores de avaliação superiores à média nacional (41%, 32%, 15%, 9% e 4% acima do registado para o país, respetivamente). A região do Beiras e Serra da Estrela foi a que apresentou o valor mais baixo em relação à média nacional (-27%)”, acrescentou o INE.

(Notícia atualizada às 11h20)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Avaliação da banca às casas sobe há 28 meses. Está nos 1.283 euros por metro quadrado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião