BCE espera transferência de 1,3 biliões de euros para a Zona Euro com o Brexit

  • ECO
  • 29 Agosto 2019

"Fizemos a melhor preparação que poderíamos ter feito. Os bancos fizeram o que lhes pedimos para fazerem e os planos de contingência estão em curso", garantiu Andrea Enria.

Os bancos com sede no Reino Unido deverão transferir cerca de 1,2 biliões de libras em ativos financeiros (cerca de 1,3 biliões de euros) de Londres para a Zona Euro devido ao Brexit. A estimativa é do Banco Central Europeu (BCE) e foi divulgada pelo líder do braço de supervisão europeu, Andrea Enria, em entrevista à televisão pública finlandesa Yle.

“Há, basicamente, 24 bancos que se irão mudar. Sete destes irão ficar diretamente sob a supervisão financeira do BCE e os outros 17 irão ficar sob a supervisão das autoridades nacionais dos países para onde escolherem realocar-se”, explicou Enria, em declarações à Yle, citadas pela Reuters.

“Fizemos a melhor preparação que poderíamos ter feito. Os bancos fizeram o que lhes pedimos para fazerem e os planos de contingência estão em curso“, acrescentou Enria, numa altura em que o cenário de hard Brexit parece cada vez mais provável.

Poucos dias antes do regresso dos deputados ao trabalho, o Governo britânico pediu a suspensão do Parlamento até outubro, o que deverá impedir a oposição de travar a intenção do primeiro-ministro Boris Johnson de avançar com uma saída da União Europeia sem acordo. O pedido foi aceite pela Rainha Isabel II.

Se se concretizar uma saída sem acordo, o setor financeiro britânico poderá perder direitos de passaporte que permitem às instituições financeiras operar no mercado único da UE. Irá também significar que esta tornar-se-á uma das poucas áreas onde o BCE e o Banco de Inglaterra não terão um acordo de cooperação e partilha de risco preparado antes da saída.

Os planos de contingência delineados pelas instituições europeias incluem acesso temporário para clearing houses e casas de câmbio que irão terminar em março de 2020, bem como um período de 18 meses para centrais de depósito de títulos estabelecerem acordos e de seis meses para mudanças nos contratos de derivados.

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