Acionistas da Toyota Caetano decidem saída de bolsa

  • Lusa
  • 30 Agosto 2019

Empresa justifica decisão por “o mercado bolsista não constitui já um mecanismo de financiamento dos capitais próprios”. Apenas 5% do capital está em disperso em bolsa.

Os acionistas da Toyota Caetano votam esta sexta-feira a saída de bolsa, uma decisão que a empresa considera que se justifica por já não necessitar deste tipo de financiamento.

Segundo a convocatória da assembleia-geral de hoje, a reunião arranca às 15h00, em Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia, e tem como ponto único deliberar sobre a “perda, pela Toyota Caetano Portugal, da qualidade de sociedade aberta”.

A Toyota Caetano comercializa veículos da Toyota e produz automóveis na fábrica de Ovar, distrito de Aveiro.

Na explicação para esta proposta, disponível no seu ‘site’, a empresa diz que “o mercado bolsista não constitui já um mecanismo de financiamento dos capitais próprios”, pelo que “a perda da qualidade de sociedade aberta pela Toyota Caetano Portugal não afeta o normal desenvolvimento da sua atividade”.

A Toyota Caetano é detida maioritariamente pela Salvador Caetano (68%), tendo a Toyota Motor Europe 27% do capital social

Assim, apenas 5% do capital da Toyota Caetano está em ‘free float’, ou seja, em mãos de acionistas minoritários.

Sendo aprovada a saída de bolsa, aos acionistas que não votem favoravelmente a proposta, a Salvador Caetano propõe adquirir os títulos por 2,80 euros por ação, considerando que é “o preço médio ponderado destes valores mobiliários apurado em mercado regulamentado nos seis meses imediatamente anteriores à data da publicação do anúncio preliminar da oferta”.

Contudo, caso acionistas não estejam de acordo, o valor pode vir a ser decidido por um auditor independente.

As ações da Toyota Caetano, cotadas na bolsa de Lisboa no índice geral, subiram esta quinta-feira 2,86% para 2,88 euros.

A bolsa de Lisboa tem vindo a perder cada vez mais cotadas nos últimos anos.

Este ano já saiu de bolsa a SAG Gest – Soluções Automóveis Globais e deverá concretizar-se a saída da Compta – Equipamentos e Serviços de Informática.

Já em dezembro passado tinha sido aprovada a saída de bolsa do banco BPI.

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