Mais de 120 milhões de trabalhadores vão precisar de formação por causa dos robôs, diz a IBM

Tratam-se de formações mais longas do que antes e em causa está, sobretudo, a aprendizagem de soft skills.

Com os robôs a entrarem no mercado de trabalho e, muitas vezes, a substituírem algumas funções que, até agora, eram desempenhadas por humanos, a necessidade de formação torna-se cada vez mais evidente. Segundo a tecnlógica IBM, em apenas três anos, haverá mais de 120 milhões de trabalhadores em todo o mundo a precisar de receber, novamente, formação.

O impacto da inteligência artificial nas funções que os trabalhadores desempenho profissional no seu dia-a-dia vai obrigar os humanos a fazer uma espécie de “reciclagem” de conhecimentos. E a grande preocupação das empresas é que o tempo de formação é, hoje em dia, bastante mais longo do que antes. Os trabalhadores precisam, agora, de cerca de 36 dias para resolver uma lacuna de competências, enquanto, em 2014, isso resolvia-se em apenas três dias.

Em causa está a aprendizagem, sobretudo, de soft skills, avança a Bloomberg (acesso pago, conteúdo em inglês). “A formação de competências técnicas é, geralmente, conduzida por uma edicação estruturada, com um objetivo definido, um início e um fim claros”, começa por explicar Amy Wright, diretora de talento da IBM. “Construir soft skills [como a capacidade de trabalhar em equipa, a comunicação, a empatia ou a criatividade] leva mais tempo e é mais complexo”, acrescenta.

Esta necessidade de formações mais alargadas e, ao mesmo tempo, de outro tipo de competências, além das técnicas, contribui para aquela que é considerada pelos empregadores uma das maiores ameças às empresas: a falta de talentos. E, se quando se fal em escassez de talento, se pensa logo em código ou programação, a IBM refere que, hoje em dia, os empregadores estão a dar mais enfoque às competências sociais. Comunicação, ética e criatividade são algumas das skills que as empresas consideram críticas e que devem acompanhar as capacidades digitais e técnicas.

O grande desafio será capacitar os trabalhadores para preencher os novos empregos que os robôs podem criar. Para a IBM, há formas de solucionar esta lacuna, começando, desde logo, pelo recurso à contratação de talento estrangeiro e recorrendo, também, à mudança dos colaboradores entre divisões.

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