Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 12 Setembro 2019

O Brexit e a guerra comercial continuam a dar que falar: o Governo britânico divulgou o documento confidencial que prevê o caos no Reino Unido, já Trump adiou a aplicação de tarifas contra a China.

Depois da proposta feita pelo deputado conservador rebelde Dominic Grieve, e que teve 311 votos a favor, o Governo Britânico divulgou o documento secreto que prevê um cenário catastrófico em caso de um hard Brexit. Também no Reino Unido, o dono das marcas de tabaco Lucky Strike, Dunhill, Kent e Rothmans vai despedir 2.300 funcionários. Nos Estados Unidos, Donald Trump acedeu ao pedido do vice-primeiro ministro chinês e vai adiar o aumento das taxas alfandegárias contra a China.

The Guardian

Governo britânico divulga documento secreto que prevê o caos num Brexit sem acordo

O Governo britânico divulgou na quarta-feira um documento que prevê um cenário caótico em caso de saída do Reino Unido da União Europeia. O documento de cinco páginas, que pode consultar aqui, refere que as consequências de um hard Brexit podem ser catastróficas, revelando que “o Reino Unido reverte totalmente para um estatuto de país de terceiro mundo”, lê-se. Embora alguns detalhes da Operação Yellowhammer, — o nome dado ao plano de contingência do Reino Unido — já tivessem sido divulgados, sabe-se agora com mais pormenores algumas consequências de uma saída sem acordo como: falta de alimentos e alimentos mais caros, atrasos nas fronteiras, eletricidade mais cara, falta de medicamentos, “aumento da desordem pública e tensões na comunidade” e a possibilidade de Gibraltar sofrer atrasos significativos na fronteira com Espanha. Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre/conteúdo em inglês).

Financial Times

Donald Trump adia aumento das taxas alfandegárias contra a China

Num gesto de “boa vontade”, o Presidente dos Estados Unidos da América decidiu adiar a aplicação de tarifas sobre produtos chineses, calculadas com um impacto de 250 mil milhões de dólares e que teriam inicio a 1 de outubro. Segundo Donald Trump, as tarifas só entrarão em vigor a partir de dia 15 de outubro e este recuo deve-se especificamente a “um pedido do vice primeiro-ministro chinês, Liu He”, e ao facto da data de início de aplicação das taxas coincidir com o 70.º aniversário da República Popular da China. A decisão surge depois de a China anunciar que 16 produtos dos Estados Unidos passarão a estar isentos de taxas alfandegárias retaliatórias na guerra comercial com Washington, a partir de 17 de outubro. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado/ conteúdo em inglês).

Cinco Dias

Banca espanhola contrata “espiões” para se antecipar a supervisor

Os maiores bancos espanhóis, como o Santander, BBVA, CaixaBank, Bankia, Sabadell e Bankinter, estarão a planear contratar consultoras para supervisionar o cumprimento das normas por parte das instituições bancárias. A ideia é antecipar-se ao supervisor, a Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV), que no final de cada ano coloca funcionários a fazer-se passar por clientes para se certificarem de que tudo corre conforme as normas. Entre as consultoras disponíveis para desempenhar este papel estão a FinReg 360, a Regtech e a Ainmer. Leia a notícia completa no Cinco Días (acesso condicionado/ conteúdo em espanhol).

Bloomberg

Fabricante de cigarros britânico BAC vai despedir 2.300 trabalhadores

O fabricante britânico de cigarros British American Tobacco, que detém marcas como a Lucky Strike, Dunhill, Kent e Rothmans, anunciou esta quinta-feira que vai despedir 2.300 trabalhadores como consequência da mudança dos hábitos e ao aumento do número de consumidores de cigarros eletrónicos. Esta reestruturação vai afetar 5% dos trabalhadores da empresa a nível mundial, até 2020, sendo que a redução de postos de trabalho pode afetar sobretudo o setor administrativo e “os lugares de responsabilidade”. A empresa pretende também “fazer economias” para poder investir nos novos produtos nomeadamente nos cigarros eletrónicos. (Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado/ conteúdo em inglês).

O Globo

Governo brasileiro demite secretário da Receita Federal sem concluir reforma fiscal

O ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, demitiu esta quarta-feira o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra. A exoneração acontece um dia depois de o secretário-adjunto da Receita, Marcelo de Sousa Silva, ter anunciado detalhes sobre a criação de um imposto sobre as transações financeiras, nos moldes da extinta Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira. De acordo com fontes próximas do ministério, a divulgação da medida, que ainda está em estudo, terá caído mal. Marcos Cintra é agora substituído por José de Assis Neto, anunciou o Governo. Leia a notícia completa em O Globo (acesso livre/ conteúdo em português).

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