“Trabalho é o parente pobre do programa eleitoral do PS”, diz a CGTP

  • ECO
  • 12 Setembro 2019

"Este é o momento para promover um aumento significativo dos salários dos trabalhadores em Portugal", disse Arménio Carlos, sublinhando que quer um aumento do salário mínimo "a curto prazo".

Aumentar o salário mínimo nacional em 90 euros, tanto no setor privado como no público, independentemente da profissão, foi a “proposta reivindicativa” da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) “para toda a contratação coletiva”. Em entrevista ao Público e à Renascença, Arménio Carlos diz que vai negociar com as entidades patronais e com o Governo nesse sentido.

“É fundamental acabar com os baixos salários”, começou por dizer o sindicalista, explicando que hoje há 2.240.000 trabalhadores com salários líquidos mensais que não ultrapassam os 900 euros”, enquanto 23% não recebem o salário mínimo nacional (SMN). “Este é o momento para promover um aumento significativo dos salários dos trabalhadores em Portugal”, sublinhou, frisando que “o trabalho é o parente pobre do programa eleitoral do PS”.

E como se fará isso? Arménio Carlos respondeu. “Com um aumento nominal de 90 euros para todos os trabalhadores, independentemente da profissão, seja no setor privado ou no público, em janeiro. Esta é a nossa proposta reivindicativa para toda a contratação coletiva para negociar com entidades patronais e Governo”.

Nas pensões, a CGTP diz não ter definido um valor, embora seja “necessário mexer na lei”. “Queremos uma atualização global das pensões que melhore o poder de compra de todos os pensionistas”, disse.

Relativamente ao aumento do salário mínimo nacional, o secretário-geral da CGTP quer ver esta subida acontecer “a curto prazo”. “Temos uma proposta que pode ser negociada num período de tempo” e que “pode não chegar ao final da legislatura”.

Questionado sobre o surgimento de novos movimentos e sindicatos independentes, como o de matérias perigosas, Arménio Carlos considera que “prestaram um péssimo serviço aos trabalhadores que diziam representar porque os encaminharam para um beco sem saída”. “Estes dirigentes que estavam à frente deste sindicato arranjaram forma de dar ao Governo um pretexto para fazer aquilo que nunca outro Governo fez em 45 anos: tentar esvaziar a lei da greve“, acrescentou. “É inadmissível a posição que o Governo assumiu. Transformar serviços mínimos em serviços máximos e a ideia paradigmática de antes de haver violação dos serviços mínimos se anunciar uma requisição civil preventiva… isso não está em lei nenhuma!”, concluiu.

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