Volta-face na guerra comercial: Trump disse que China quer retomar negociações

  • ECO
  • 26 Agosto 2019

A guerra comercial entre os EUA e a China tem novos contornos. Esta segunda-feira, Donald Trump disse que recebeu duas chamadas "muito produtivas" a pedir para que sejam retomadas as negociações.

A guerra comercial entre os Estados Unidos e Pequim tem tido vários desenvolvimentos nos últimos dias. Depois de os Estados Unidos da América (EUA) terem anunciado o aumento das tarifas alfandegárias sobre a quase totalidade dos produtos chineses exportados para os EUA, em resposta a uma retaliação comercial dos chineses, parece ter havido uma aproximação. Esta segunda-feira, o presidente dos EUA veio dizer que recebeu uma chamada de Pequim para retomar as negociações.

Horas depois do principal negociador chinês ter pedido calma — em resposta ao anúncio do aumento de tarifas, feito por Pequim na última sexta-feira –, Donald Trump recebeu duas chamadas “muito produtivas” dos chineses a pedir para retomar as negociações. “A China telefonou ontem [domingo] e disse que vamos voltar à mesa de negociações“, afirmou Trump à margem da reunião do G7, cita a Bloomberg.

Ainda em declarações aos jornalistas, Donald Trump garantiu que a China “quer fazer acordo” e garantiu que as negociações podem ser retomadas dentro de pouco temp. “Vamos começar a negociar em breve e ver o que acontece, mas acho que vamos ter acordo“, referiu o presidente dos EUA. Apesar de não confirmar se falou diretamente com o presidente chinês Xi Jinping, Donald Trump teceu elogios ao seu homólogo e disse que estes desenvolvimentos eram positivos para o mundo, avança a Reuters.

Antes deste anúncio, o principal negociador comercial e vice primeiro-ministro chinês, Liu He, tinha pedido uma redução da escala de tensão e disse que a China estava disposta a “resolver o problema através de consulta e cooperação e com uma atitude calma”, cita a Bloomberg. “Nós opomo-nos firmemente à escalada da guerra comercial”, acrescentando que este cenário “não é favorável à China, aos EUA e aos interesses das pessoas em todo o mundo”.

Na sexta-feira, em resposta à retaliação chinesa, Donald Trump também veio anunciar um aumento das tarifas já aplicadas a 250 mil milhões de dólares de importações chinesas de 25% para 30% já a partir do próximo dia 1 de outubro. Comunicou ainda que pretendia agravar de 10% para 15% as tarifas planeadas para ser impostas a partir de 1 de setembro sobre outras classes de produtos no valor de 300 mil milhões de dólares.

 

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