Como descobrir (e o que fazer) se o seu filho é vítima de cyberbullying

  • ECO
  • 14 Setembro 2019

O regresso às aulas traz novas preocupações aos encarregados de educação e uma delas é o cyberbullying. O ECO compilou algumas dicas sobre como descobrir e o que fazer caso o seu educando seja vítima.

O regresso às aulas pelos mais novos é também uma fonte de preocupação para pais ou encarregados de educação. Numa era como a de agora, em que a internet é praticamente ubíqua, as preocupações podem ir muito além das notas ou do comportamento da criança. Há novos problemas que se colocam, como é o caso do cyberbullying.

De acordo com a iniciativa Internet Segura, uma criança alvo de cyberbullying pode estar sujeita a episódios de humilhação pública, ameaças, perseguição ou até de roubos de identidade, o que levar a vítima a um “estado de desespero” ou, em casos mais extremos, ao suicídio. O flagelo tem vindo a propagar-se ao ponto de um estudo nos EUA ter concluído que 59% dos adolescentes já foi sido alvo deste tipo de problema.

Portugal não escapa ao problema, mas há alguns métodos a que os encarregados de educação podem recorrer para identificar e mitigar o cyberbullying. O ECO conta-lhe alguns, que foram compilados aqui pelo The New York Times (acesso pago).

Procure sinais de perigo

De acordo com o jornal, a maioria dos adolescentes não reporta episódios de cyberbullying de que tenham sido vítimas. Mas os encarregados de educação podem estar atentos a alguns sinais que podem apontar para problemas.

A criança aparenta estar triste ou chateada quando usa a internet? Evita socializar ou torna-se esquiva enquanto acede à internet e um adulto está por perto? Houve uma mudança radical no tempo de acesso à internet ou nas notas escolares? Todos estes fatores podem apontar para a existência de problemas.

Outra dica: monitorize a atividade da criança na internet. Alguns dos comentários e mensagens de ódio relacionados com o cyberbullying podem estar visíveis publicamente. E deve ainda procurar conhecer, pelo menos em linhas gerais, as aplicações mais usadas pelo educando: Snapchat e Ask.FM são duas plataformas muito populares entre os mais novos, mas o Twitter e o Facebook também.

Guarde registos e denuncie

O The New York Times recomenda que faça capturas de ecrã dos comentários e mensagens de ódio, para que mantenha registo do que está a acontecer. Nas screenshots, inclua o nome do site ou da aplicação em causa, assim como o nome e imagem de perfil da conta que está a perpetrar o assédio.

Estes registos poderão servir para duas coisas. Por um lado, deve reportar a situação na própria aplicação. As plataformas mais populares, como o Facebook e o Twitter, têm mecanismos robustos que permitem a qualquer pessoa efetuar uma denúncia. Por outro, e mais importante ainda, deve usar estes registos para fundamentar uma denúncia na escola da vítima, caso o cyberbullying ocorra em contexto escolar.

Aproveite ainda para bloquear as contas ou números de telefone na origem das mensagens de ódio.

Fale com a vítima

Segundo o mesmo jornal, deve sempre ter uma conversa com a criança, no sentido de lhe explicar o que é o cyberbullying, como identificar um e como proceder. Deve incentivá-la a contar sempre a um adulto, bem como a não alimentar e a não participar na discussão, no sentido de evitar a escalada da mesma. No caso de ameaças físicas, reporte a situação às autoridades competentes.

Sobretudo, deve prestar algum tipo de apoio psicológico à criança. Explique que não é culpa dela. E como este flagelo pode ter graves implicações a longo prazo, equacione procurar ajuda psicológica profissional.

Em Portugal, o portal da Internet Segura tem também algumas dicas sobre como lidar com o cyberbullying. Poderá também procurar mais informação na página do Movimento contra o Discurso de Ódio.

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